Emigração, diversidade e tech: o pitch de Trudeau na abertura do Collision

Como em Lisboa, há três anos, esta foi noite de estreia em Toronto. A Collision, conferência irmã do Web Summit na América do Norte, mudou-se para o Canadá. E nem Trudeau faltou à festa.

É a primeira vez que o Collision se realiza em Toronto, Canadá.Collision Conf

“Quando os outros se fecham, nós convidamos a que se juntem a nós”. Foi assim que Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, deu as boas-vindas ao primeiro Collision em Toronto. Sublinhando a importância da emigração e da diversidade na construção do país que hoje se conhece, o primeiro-ministro canadiano foi entrevistado no palco central da conferência que, esta semana reúne mais de 25 mil pessoas na cidade, lançou um desafio: “Pensar grande, mas não esquecer o impacto da tecnologia na sociedade. Se não temos sucesso juntos, todos vamos fracassar separadamente”, disse.

“Os canadianos percebem o poder da imigração: temos comunidades mais resilientes. A maneira como o fazemos é dar uma imagem clara de que o país dá todas as condições para qualquer pessoa ter sucesso”, disse ainda, acrescentando que sendo o seu Governo o que mais investiu em tech desde sempre, a questão da atração de talento é fundamental. E isso fez com que o país se abrisse, não só ao exterior, como se virasse para dentro.

“O que nós pensámos foi, se precisas de atrair talento é necessário fazer com que haja oportunidades para os canadianos. Dar oportunidades aos canadianos: educação, programas de programação, investimento, para que eles façam parte deste futuro de disrupção”, referiu.

O ecossistema tech de Toronto conta com 18 mil empresas que empregam mais de 400 mil pessoas. Entre 2012 e 2017, a cidade foi a que criou mais empregos em toda a América do Norte, incluindo Silicon Valley. O que está a acontecer neste momento é que, além de atrair talento de fora, o Canadá está a fazer os seus emigrantes voltar ao país. “Sabemos que investir em universidades, ensino, investigação são medidas que vão ter resultados. As pessoas estão a voltar de Silicon Valley e a trazer, além das suas ideias e da sua experiência, investimento. Estamos realmente a ver que este é um daqueles sítios onde a mistura de oportunidades e diversidade é fundamental: quando temos diferentes perspetivas e diferentes histórias, encontramos diferentes soluções e maior resiliência”, disse Trudeau, referindo-se àqueles a quem chama “tech brilliants“.

Pitch no palco principal

“Esta semana vamos estar a redefinir a tecnologia, e vê-la convergir em Toronto pela primeira vez”, disse Sunir Sharma da Techstars e cohost do Collision. A conferência com maior crescimento da América do Norte mudou-se este ano para Toronto, vinda de Nova Orleães. Sobre a mudança, Paddy Cosgrave, CEO e cofundador da Web Summit, empresa que entre outros eventos organiza o Web Summit, em Lisboa, diz ter recebido muitas mensagens pedindo-lhe que mudasse de ideias porque a mudança seria um fracasso.

“Na altura, quando Sinil me ligou a dizer que Toronto ia ser o próximo lugar a estar na área tecnológica, liguei a alguns amigos em S. Francisco que me disseram para esquecer. (…) Há um ano, quando anunciámos que íamos mudar Toronto dos Estados Unidos para Toronto, muitas pessoas disseram ‘repensa, ninguém vai para lá, devias ir para S. Francisco’. Vejam onde estamos agora”, brincou Cosgrave.

Dezasseis startups tiveram a oportunidade de apresentar o seu pitch perante a audiência presente no Center Stage, o palco principal do Collision. Em dois minutos e meio, houve founders e CEOs de startups do Canadá, Nigéria e Estados Unidos, entre outros países.

Cerca de 25 mil participantes vindos de 125 países do mundo vão passar pelo Collision nos próximos três dias. Portugal também conta com representação e vai ter um lounge que servirá de base à comitiva de cerca de cinco dezenas de pessoas, liderada pela Startup Portugal e pela Made of Lisboa. O evento que decorre entre 20 e 23 de maio.

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