Vítor Constâncio foi “verbo de encher” no Banco de Portugal, diz Marques Mendes

Marques Mendes critica a atuação de Vítor Constâncio por ter autorizado Joe Berardo a aumentar a sua posição no BCP com crédito da CGD.

“Vítor Constâncio, enquanto governador do Banco de Portugal, foi um verbo de encher”. A afirmação foi feita por Luís Marques Mendes no habitual espaço de comentário na SIC, criticando a atuação do ex-governador não só por ter permitido que Joe Berardo tivesse aumentado a posição no BCP com crédito da CGD, mas também por todo o dinheiro que os portugueses perderam com o BPN.

Depois de dizer que Constâncio foi um “verbo de encher”, Marques Mendes atirou que foi mesmo um “vazio”. “Enquanto governador foi um vazio que está a custar muitos prejuízos ao país”, disse o comentador, olhando tanto para o que se passou na CGD como, anteriormente, no BPN.

“No BPN, não viu nada, Não evitou nada. Aqui [na CGD], viu tudo e autorizou”, disse no comentário semanal, na SIC, rematando que no caso do banco público, “Constâncio é responsável ao saber como o aumento da posição foi feito. Não devia ter autorizado”.

O reforço da posição de Joe Berardo no BCP, numa “estratégia de assalto ao poder com a conivência da CGD”, como diz Marques Mendes, foi feito com um “empréstimo de 350 milhões sem garantias reais. Garantia eram as ações”, como noticiado pelo Público. Constâncio “comportou-se como uma peça de Sócrates e Salgado”, disse, criticando o aval dado pelo Banco de Portugal.

Constâncio sabia deste empréstimo. Devia ter contado, diz Marques Mendes, isto depois de Constâncio ter, no Parlamento, ter dito que não sabia, não se lembrava. “Foi ele que se colocou a jeito. Se tivesse contado este facto, a polémica não existia. Omitiu o que não devia ter omitido”, notou Marques Mendes.

O ex-governador mantém que não sabia. Numa nota enviada à Lusa, revelou inclusive que recebeu “do Banco de Portugal a informação de que não participei na Reunião do Conselho de Administração de 21 de Agosto de 2007, que decidiu não objetar à participação superior a 5% da Fundação Berardo no capital do Banco Comercial Português”.

Este facto, ainda segundo a mesma nota de Vítor Constâncio, “prova como as decisões de uma instituição não devem ser pessoalizadas“. Para Constâncio, o não ter participado na reunião demonstra também que não autorizou “pessoalmente” a “operação de compra de ações bem como a operação de crédito e o levantamento de elevado montante de fundos, que, aliás, já tinha sido legalmente concedida pela CGD meses antes”.

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