Megaoperação da PJ investiga suspeitas de corrupção em 18 autarquias

  • ECO
  • 12 Junho 2019

Há cerca de 200 inspetores da PJ no terreno, segundo o DN. Os contratos suspeitos foram realizados por ajuste direto e uma das maiores empresas de transportes do Norte estará também sob investigação.

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar esta quarta-feira investigações em 18 autarquias por suspeitas de corrupção. Segundo avança o Diário de Notícias (acesso livre), a megaoperação tem por base suspeitas de viciação de contratos e favorecimento, principalmente a empresas de transportes de passageiros. A operação, denominada Rota Final, foi entretanto confirmada na página de internet da Polícia Judiciária.

Chefiado pelo Departamentos de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra, dirigido pelo procurador-geral adjunto João Marques Vidal, o inquérito tem por base “a suspeita de práticas de corrupção, tráfico de influências, participação económica em negócio, prevaricação e abuso de poder”.

No terreno estarão mais de 200 inspetores da PJ, que levam a cabo 50 mandatos de buscas domiciliárias e não domiciliárias, em autarquias, entidades públicas e empresas. Procuram provas que confirmem “a existência de um esquema fraudulento da viciação de procedimentos de contratação pública, com vista a favorecer pessoas singulares e coletivas”.

Segundo o comunicado da PJ, a atuação concertada de dirigentes de uma empresa de transporte público, “de grande implementação em território nacional” e que contam com a colaboração de ex-autarcas a título de consultores, terão beneficiado dos conhecimentos destes e influenciado “decisões a nível autárquico com favorecimento na celebração de contratos públicos de prestação de serviços de transporte”. A atuação pôs em causa regras de concorrência, resultando na atribuição de compensação financeira indevida e prejuízo para o erário público. “Também no recrutamento de funcionários se terão verificado situações de favorecimento”, escreve a PJ.

Entre as autarquias objeto de buscas estão Águeda, Almeida, Armamar, Belmonte, Barcelos, Braga, Cinfães, Fundão, Guarda, Lamego, Moimenta da Beira, Oleiros, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Sertã, Soure, Pinhel e Tarouca.

Na Guarda, de segundo o DN, estarão em causa negócios fechados pelo social-democrata Álvaro Amaro, que interrompeu o mandato municipal para se candidatar às eleições europeias.

A investigação prossegue “para determinação de todas as condutas criminosas, seu alcance e respetivos agentes”, esclarece a polícia.

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