PJ detém presidentes de Santo Tirso, Barcelos e do IPO do Porto. São suspeitos de corrupção

  • Lusa
  • 29 Maio 2019

A PJ deteve esta quarta-feira os presidentes das autarquias de Santo Tirso e de Barcelos, e também o presidente do IPO do Porto. São suspeitos de corrupção. "Operação Teia" é investigada há dois anos.

Os presidentes das câmaras de Santo Tirso, Joaquim Couto, e de Barcelos, Miguel Costa Gomes, são os autarcas detidos esta quarta-feira por corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ). Além destes, foi detido o presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, Laranja Pontes. Manuela Couto, mulher do autarca de Santo Tirso, também terá sido detida, de acordo com informações apuradas pelo Público (acesso pago).

Em comunicado, a Diretoria do Norte da PJ explica que a detenção está relacionada com “negócio no âmbito de contratação pública” e resulta de “inquérito titulado pelo Ministério Público – Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto”. Em causa está “a prática reiterada de viciação de procedimentos de contratação pública com vista a favorecer pessoas singulares e coletivas, proporcionando vantagens patrimoniais”. Manuela Couto, esposa do autarca de Santo Tirso, também foi detida, segundo o Público.

A denominada “Operação Teia” dura há mais de dois anos. “A investigação, centrada nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e Instituto Português de Oncologia do Porto, apurou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de autarcas e organismos públicos, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o objetivo de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular”, afirma a PJ.

Na operação policial realizaram-se dez buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas zonas do Porto, Santo Tirso, Barcelos e Matosinhos que envolveram dezenas de elementos da Polícia Judiciária — investigadores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos, bem como magistrados judiciais, magistrados do Ministério Público e representantes de ordens profissionais. A investigação, adianta a PJ, “vai prosseguir para apuramento de todas as condutas criminosas e da responsabilização dos seus autores”.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h58)

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