Depois da Samsung, Huawei também adia chegada do telemóvel que dobra ao meio

A Huawei adiou o lançamento do Mate X para setembro, uma decisão que surge depois de a Samsung ter registado problemas no Galaxy Fold. Telemóveis dobráveis teimam em não chegar às lojas.

Os utilizadores já não vão ter o Huawei Mate X este mês. O lançamento foi adiado para setembro.Kārlis Dambrāns/Flickr

Os telemóveis que dobram ao meio conseguiram chegar mais rapidamente aos jornais do que às lojas. Depois da Samsung, também a Huawei decidiu adiar o lançamento do modelo dobrável apresentado em fevereiro, que estava previsto para junho e, afinal, chegará aos utilizadores nunca antes de setembro, revelou a empresa.

Estas fabricantes tentaram renovar um conceito já maduro e apostaram em novos modelos capazes de serem dobrados e desdobrados, disponibilizando aos utilizadores ecrãs maiores e mais semelhantes aos tablets. Entre outras marcas, Samsung e Huawei acreditam que, apesar dos preços elevados, estes telemóveis vão ganhar fôlego e despertar o interesse dos consumidores, numa altura em que o streaming de filmes e séries e o multitasking têm cada vez mais adeptos.

A sul-coreana Samsung foi a primeira a apresentar um telemóvel dobrável, o Galaxy Fold. Mas as primeiras unidades que foram entregues aos jornalistas norte-americanos para teste tiveram vários problemas. Os especialistas reportaram que os aparelhos deixaram de funcionar ao fim de dois dias de utilização, um sinal de que a tecnologia não estaria pronta a ser disponibilizada ao público. Face às evidências, a Samsung viu-se obrigada a adiar por tempo indeterminado a chegada do dispositivo às lojas, que estava prevista para abril.

Por sua vez, o Mate X da Huawei, que custa 2.600 dólares, já só deverá chegar às lojas em setembro, segundo avançou um responsável da empresa chinesa, citado pelo The Wall Street Journal (acesso pago). Desconhece-se em concreto o motivo do adiamento, mas o mesmo responsável, Vincent Peng, afirmou que a empresa “está a fazer muitos testes”. Eventualmente, a marca tenciona garantir que o smartphone está mesmo apto a ser posto à venda.

Em simultâneo, a tecnológica vê-se a braços com a proibição nos EUA de fazer negócios com as fornecedoras norte-americanas, uma decisão da Administração Trump que ameaça severamente o negócio da Huawei na Europa. A medida impede a Huawei de usar os principais serviços do sistema operativo Android, que ajudaram a popularizar a marca fora dos mercados asiáticos. O Mate X ainda não está abrangido por essa proibição.

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