Emirados pedem mais segurança após ataque a petroleiros

  • Lusa
  • 15 Junho 2019

Os Emirados Árabes Unidos apelaram à intervenção das potências internacionais para proteção do comércio marítimo após ataques a dois petroleiros no Golfo de Omã.

Os Emirados Árabes Unidos pediram intervenção das potências internacionais para garantir a segurança do comércio marítimo, depois do ataque a dois petroleiros no Golfo de Omã.Toumi Fethi/Flickr

Os Emirados Árabes Unidos apelaram este sábado à intervenção das potências internacionais para a proteção do comércio marítimo e para o aprovisionamento de energia no Golfo de Omã. Um pedido que surge dias depois dos ataques a dois petroleiros na região, incidente que acentuou as tensões entre os EUA e o Irão.

“A comunidade internacional deve cooperar para garantir a segurança na navegação internacional e no acesso à energia”, afirmou, citado pela agência de notícias AFP, o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, Abdallah ben Zayed Al-Nahyane, que estava numa cimeira na Bulgária.

Na quinta-feira, um petroleiro norueguês e outro japonês foram atacados quando navegavam no Golfo de Omã, junto ao Estreito de Ormuz, ao largo do Irão. Um dia depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, afirmou que a responsabilidade pelos ataques é “quase de certeza” do Irão.

“Condeno os ataques […] contra dois navios no Golfo de Omã. A nossa própria avaliação leva-nos a concluir que a responsabilidade pelos ataques recai quase de certeza no Irão”, disse, em comunicado, o chefe da diplomacia britânica, secundando a posição dos Estados Unidos.

Jeremy Hunt apelou, na altura, ao Irão para que acabe com toda a “atividade desestabilizadora”, sublinhando que o Reino Unido “está em estreita coordenação com os parceiros internacionais para encontrar soluções diplomáticas que visem acalmar as tensões”.

Os dois petroleiros foram atacados esta quinta-feira no Golfo de Omã, perto do estreito de Ormuz. Os navios ficaram em chamas e as tripulações foram retiradas. O incidente foi o segundo num mês no estreito de Ormuz e ocorre num momento de tensão acrescida entre o Irão e os Estados Unidos.

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