PS foca no combate à desigualdade de rendimentos

António Costa hasteou a bandeira do combate à desigualdade de rendimentos, numa altura em que os socialistas preparam o programa eleitoral para as legislativas, em Viseu.

O primeiro-ministro hasteou a bandeira do combate à desigualdade de rendimentos este sábado, numa altura em que os socialistas iniciam os trabalhos para desenhar o programa eleitoral do PS para as próximas legislativas.

Num discurso que principiou os trabalhos em Viseu, que foi transmitido pela RTP 3, António Costa apontou que “a desigualdade de rendimentos diminuiu” com a política de devolução de rendimentos perseguida pelo Governo, mas disse que o país continua “com uma desigualdade acima da média europeia”. “Significa que temos de continuar este trabalho”, afirmou o chefe do Executivo.

O PS tem já definidos “quatro objetivos concretos de boa governação” que vão da descentralização ao “bom combate à corrupção”, as “contas certas”, a “valorização das funções de soberania” e a melhoria da “qualidade dos serviços públicos”. Este sábado, algumas das intenções socialistas fizeram eco na imprensa, com António Costa a assumir que quer mais trabalhadores na Função Pública e com salários mais elevados.

Em Viseu, Costa lembrou que o país não pode “ignorar os desafios estratégicos que se colocam”. Começando nas alterações climáticas e passando pelo “desafio da demografia, António Costa não esqueceu também a tecnologia e a “transição para a sociedade digital”. Mas foi o tema das desigualdades o que mais atenção mereceu por parte do primeiro-ministro.

Como tal, o PS quer ir a eleições sob a égide do combate às diversas desigualdades que se verificam na sociedade — entre elas, a “desigualdade de rendimentos”, a “desigualdade territorial” e as “assimetrias regionais”, a “desigualdade de género e a discriminação em função da orientação sexual ou da cor da pele” e a “desigualdade na educação”. “A questão das desigualdades continua a ser uma questão central”, referiu o líder político socialista.

Os trabalhos de elaboração do programa eleitoral do PS arrancaram este sábado e deverão terminar a 20 de julho. Os portugueses serão chamados às urnas em outubro, para votarem nas eleições legislativas.

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