BCP fecha sucursal em Valbom, uma cidade de 16 mil habitantes

  • Lusa
  • 28 Junho 2019

Cidade, no concelho de Gondomar, chegou a ser servida por quatro bancos, mas desde o início do século que as foi perdendo, ficando agora restringido a duas caixas Multibanco.

Os cerca de 16 mil habitantes de Valbom, no concelho de Gondomar, deixam a partir de segunda-feira de ter serviços bancários, com o encerramento da sucursal do Millennium BCP lá instalada há quase 40 anos. Num anúncio colocado à porta da sucursal, o BCP dá conta da mudança de instalações a partir de segunda-feira, informando que o atendimento passa para a sucursal na Rua 25 de abril, em Gondomar, a cerca de cinco quilómetros de distância.

Cidade desde dezembro de 2004, Valbom chegou a ser servida por quatro bancos, mas desde o início do século que as foi perdendo, ficando agora restringido a duas caixas Multibanco, para cerca de 16 mil habitantes, em dois estabelecimentos comerciais.

Em comunicado, o presidente da União de Freguesias de Gondomar (S.Cosme), Valbom e Jovim, António Braz, classifica de “rude golpe na qualidade de vida e no direito das populações aos serviços bancários” o anunciado encerramento. Em declarações à Lusa, António Braz deu ainda conta de conversas com responsáveis do banco para que os efeitos possam ser “suavizados” através da “manutenção dos equipamentos ATM e canal automático nas instalações e disponíveis 24 horas”.

“Na segunda ou terça-feira irei reunir com o diretor regional [do BCP] para que fique assegurada a continuidade daquele equipamento”, acrescentou. O autarca informou ainda que vão “tentar junto do [banco] Montepio e do Santander, já que ambas têm duas agências em Gondomar, a deslocalização de uma delas para Valbom”, comprometendo-se ainda a união de freguesias a “encontrar instalações para ficarem sediadas”.

Fonte da Câmara de Gondomar negou ter “conhecimento institucional” do encerramento, tendo já “oficiado o banco” alertando-o para “um serviço que vai fazer falta à população” de Valbom.

Foi ainda “solicitada uma reunião para tentar reverter a decisão”, acrescentou à Lusa a fonte da autarquia que se “mostrou totalmente disponível para tentar encontrar uma solução conjunta que vá ao interesse de toda a gente”. A Lusa tentou obter uma reação do banco, mas até ao momento não foi possível.

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