“PSD não é muleta da geringonça”, diz Rui Rio. Sociais-democratas votam contra Lei de Bases da Saúde

Para Rui Rio, o PS deu uma "desculpa de mau pagador" para não avançar com as negociações sobre a Lei de Bases da Saúde. "É preferível que a Lei de Bases chumbe e fiquei como está”, diz.

Perante a rejeição do PS das condições apresentadas pelos sociais-democratas para negociar a Lei de Bases de Saúde, Rui Rio diz que “o PSD não existe para ajudar o Governo” e adianta que “é preferível que a [proposta da] Lei de Bases chumbe e fique como está”. O presidente do PSD reitera ainda que “isto é uma vitoria da ala radical de esquerda do PS sobre a ala moderada do PS”.

Relativamente à ação dos socialistas, Rio diz, em conferência de imprensa, que “ou o PS nunca esteve de boa-fé nisto, ou se esteve de boa-fé achava que o PSD estava aqui para ser muleta da geringonça quando a geringonça não consegue funcionar”. “Não estamos aqui para fazer fretes”, completa Rui Rio, que classifica a justificação dos socialistas para não aceitar as condições como uma “desculpa de mau pagador”.

Questionado sobre se já disse ao grupo parlamentar para votar contra o texto final, na reunião do grupo de trabalho que se debruça sobre a Lei de Bases da Saúde, a 2 de julho, o líder social-democrata diz que “nem é preciso dar indicação”. “É preferível que a Lei de Bases chumbe e fique como está”, acrescenta o presidente do PSD.

Rui Rio garante que a intenção do partido nestas negociações não era uma “revisitação total da lei” e que o que está em causa era, por exemplo, fazer referência aos cuidados continuados e pedir o reconhecimento ao direito aos cuidados paliativos. “É demais pedir isto?”, questiona o líder social-democrata.

(Notícia atualizada às 18h30)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

“PSD não é muleta da geringonça”, diz Rui Rio. Sociais-democratas votam contra Lei de Bases da Saúde

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião