Mais de 85% dos recém-licenciados portugueses já tem emprego

Taxa de emprego para os recém-licenciados portugueses compara com a registada em Malta (96,7%) e, por outro lado, com a taxa da Grécia (59%).

A taxa de emprego dos recém-graduados em Portugal com idades compreendidas entre os 20 e os 34 anos ficou perto dos 85% no ano passado, situando-se acima da média registada na União Europeia (UE). Ainda assim, de acordo com as estatísticas avançadas esta quinta-feira pelo Eurostat, o país ocupa o 19.º lugar do ranking entre os 28 Estados-membros.

Quer isto dizer que Portugal faz já parte da segunda metade dos países com as melhores taxas de empregabilidade. Acima dos portugueses estão 18 Estados-membros e apenas nove apresentam um cenário mais difícil para a entrada dos jovens no mercado de trabalho.

A taxa de emprego para os jovens de Portugal que terminaram o ensino universitário nos três anos anteriores situou-se nos 85,9%, enquanto o valor médio da União Europeia se ficou pelos 85,5%. O panorama europeu foi, no entanto, mais animador em 2018 do que em 2017, ano em que a taxa da UE foi 0,6 pontos percentuais inferior.

Entre os 18 Estados-membros que estão numa situação mais favorável do que a portuguesa, o destaque vai para Malta, Holanda e Alemanha. Nestes países, a taxa de emprego registada foi de 96,7%, 94,8% e 94,3%, respetivamente.

Olhando para a ponta oposta do gráfico, Grécia, Itália e Croácia são os países que enfrentam as situações mais problemáticas para os recém-graduados. Nestes, as taxas de emprego de 2018 foram de, respetivamente, 59%, 62,8% e 75,2%.

Há igualdade de género nesta taxa?

Em Portugal, a diferença é mínima. No ano passado, a taxa de empregabilidade dos recém-graduados do sexo masculino foi apenas 0,1 pontos percentuais superior à taxa de emprego dos recém-graduados do sexo feminino. Este valor faz de Portugal o Estado-membro com a melhor situação em termos de igualdade de género.

Contudo, há países onde as discrepâncias tomam outras dimensões. É o caso da Bulgária, onde quase 92% dos homens graduados conseguem encontrar emprego e apenas 78% das mulheres graduadas arranjam trabalho. Também na Grécia a diferença é significativa, ultrapassando os dez pontos percentuais.

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