Generali fecha compra da Tranquilidade na próxima semana. Paga até 600 milhões

  • ECO Seguros
  • 9 Julho 2019

Negócio deverá ficar fechado na próxima semana, segundo a agência Reuters. A seguradora italiana está em conversações exclusivas e a Tranquilidade ficará avaliada entre 550 milhões e 600 milhões.

A aquisição da seguradora Tranquilidade pela italiana Generali poderá ficar fechado na próxima semana, segundo avança a agência Reuters. O negócio poderá avaliar a Tranquilidade, a segunda maior seguradora em Portugal, entre os 550 milhões e 600 milhões de euros.

Chegou a haver cinco interessados na compra da Tranquilidade, mas a Generali ultrapassou o grupo espanhol Catalana Occidente e está a ultimar a finalização do negócio, que deverá ser assinado na próxima semana, segundo confirmaram duas fontes próximas do negócio à Reuters. Também a a Allianz e a Ageas tinham apresentado propostas vinculativas, mas a corrida final era entre italianos e catalães.

O ECO tinha já noticiado em na semana passada que o fundo Apollo concedeu à Generali a exclusividade das negociações da venda da Seguradoras Unidas, o que inclui a Tranquilidade.

O grupo Seguradoras Unidas, que junta a Tranquilidade (ex-BES), Açoreana (ex-Banif) e Logo, obteve, no último ano, um lucro de 50,6 milhões de euros, o que põe este negócio entre a Apollo e a Generalli com um múltiplo de 10 vezes o lucro.

O lucro líquido em 2018 reflete “uma melhoria do desempenho comercial, das margens técnicas, dos níveis de eficiência e dos resultados financeiros da companhia”, refere a informação divulgada pelo grupo, e que pertence ao fundo norte-americano Apollo.

Os resultados da seguradora progrediram significativamente, já que os 50,6 milhões de euros apurados no último ano contrastam vivamente com os 41,7 milhões de euros de prejuízos averbados no exercício de 2017.

A Seguradoras Unidas atingiu, no último ano, um volume total de prémios de 800 milhões de euros, o que mostra um crescimento de 9,6% face a 2017. Do total, 746 milhões de euros provêm da área não-vida, onde a taxa de sinistralidade baixou para 69,7%, menos 9,5 pontos percentuais. No ramo vida os prémios ascenderam a cerca de 54 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 16h10)

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