Montepio é um “assunto encerrado” para a Santa Casa

Depois de ter entrado no capital do Banco Montepio há um ano, Edmundo Martinho diz que o assunto está "encerrado" para a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

“É um assunto que para nós está encerrado”. Foi assim que Edmundo Martinho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, referiu ao projeto da criação de um banco social com o Montepio.

Foi há um ano que as duas instituições assinaram uma parceria que levou a Santa Casa a investir juntamente com outras entidades do setor social cerca de 75 mil euros no capital do banco da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG). “Foi uma entrada atribulada” face ao ruído que se criou em torno do negócio, reconheceu Edmundo Martinho, durante a apresentação dos resultados da instituição que lidera. E o investimento acabou por ser “simbólico”, notou o provedor da Santa Casa. E é assim que vai continuar a ser.

“Estamos a ultimar o quadro de investimentos financeiros da Santa Casa. Neste momento não está em vista nenhum aspeto de investimento no Banco Montepio“, referiu Edmundo Martinho. “É um assunto que para nós está encerrado”, frisou.

O responsável referiu que a Santa Casa continua a ter “excelentes relações” com a AMMG. E a prazo até poderá aumentar o valor do investimento no banco, mas a participação não será nada mais do que “simbólica” e “estratégica”, até porque Edmundo Martinho continua a pensar que faz sentido o setor social ter uma instituição financeira “forte”.

Desde meados do ano passado que todos os investimentos estratégicos da Santa Casa têm de passar pelo crivo do Governo. Além disso, Edmundo Martinho revelou que neste momento a Santa Casa está a elaborar um quadro para definir o peso que cada classe de ativos a investir no futuro, que será apresentado brevemente a tutela (Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social).

“Temos de encontrar formas de rentabilizar o património, mas temos de ser cautelosos desse ponto de vista”, sublinhou o provedor.

(Notícia atualizada às 16h22)

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