Papel e banca afundam PSI-20. Com potencial de valorização de 20%, Galp contraria

Lisboa fechou no vermelho, em linha com as principais praças europeias. Tanto as cotadas do papel como da banca foram penalizadas por fatores internacionais.

As cotadas do papel e da banca lideraram as perdas na bolsa de Lisboa, penalizadas pelo sentimento negativo a nível internacional em torno de ambos os setores. Com 11 das 18 empresas no vermelho, o PSI-20 fechou a sessão a perder 0,40% para os 5.153,75 pontos.

O relatório especializado Global Pulp and Paper Machinery Market 2019-2025, publicado esta terça-feira, levou a uma quebra nos preços da pasta de papel que castigou fortemente a Navigator e a Altri. As duas cotadas portuguesas foram as que mais desvalorizaram, com a Navigator a afundar 3,71% para 3,21 euros por ação e a Altri a tombar 2,95% para 5,92 euros. No mesmo setor, a Semapa registou uma perda mais ligeira, com uma desvalorização de 0,78% para 12,70 euros.

Outra cotada que também foi penalizada pelo setor foi o BCP, que recuou 0,99% para 0,28 euros. O banco dinamarquês Danske Bank cortou as projeções de lucros para 2019 em 6% e para menos do que o esperado pelos analistas, apenas dois dias depois de o alemão Deutsche Bank ter anunciado um plano de reestruturação que vai custar 7,4 mil milhões. O dinamarquês perdeu 2,59%, enquanto o alemão desvalorizou 4,12%.

Em sentido contrário, as energéticas brilharam no PSI-20. A REN subiu 1,02%, a EDP valorizou 0,78% e a EDP Renováveis subiu 0,33%. A Galp beneficiou da subida do preço-alvo pela casa de investimento Kepler Cheuvreux, que recomenda a compra das ações e vê um potencial de 19,6% face ao fecho da última sessão.

Esta terça-feira, os títulos da Galp — que reagiram também em alta à subida do preço do petróleo — ganharam 0,78% para 13,48 euros. O brent valorizou 0,30% em Londres, para 64,30 dólares por barril e o crude WTI subiu 0,29% para 57,83 dólares.

A bolsa de Lisboa seguiu assim a tendência de correções nas principais praças europeias. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou a perder 0,50%, enquanto o francês CAC 40 recuou 0,3%, o espanhol IBEX 35 cedeu 0,1%, o italiano FTSE MIB desvalorizou 0,41% e o britânico FTSE 100 perdeu 0,1%.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Papel e banca afundam PSI-20. Com potencial de valorização de 20%, Galp contraria

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião