Diversidade e inclusão fazem crescer empresas

  • Ricardo Vieira
  • 11 Julho 2019

As receitas de uma empresa crescem na ordem dos 19% quando tem equipas de direção mais inclusivas.

As estratégias de diversidade e inclusão (D&I) são fatores de crescimento e evolução das empresas, tendo impacto direto na produtividade e na performance financeira das mesmas. Esta é uma das conclusões do estudo “8 tendências para Executivos 2019” elaborado pela Michael Page.

Dados apontam para um crescimento perto dos 19% nas receitas das empresas que são constituídas por equipas de direção mais inclusivas, e para 60% de resultados positivos na tomada de decisões por equipas de gestão caracterizadas pela diversidade. “O estudo mostra que a diversidade não é apenas uma métrica para implementar mas, atualmente, é parte integrante do sucesso financeiro das empresas”, é referido em comunicado.

No entanto, a diversidade continua a ser um desafio nas organizações. Mantém-se baixo o número de mulheres e de minorias étnicas nas 16 empresas da Fortune 500, onde as mulheres representam apenas 6,4% dos cargos de direção e os caucasianos compõem 73% das equipas de gestão.

“Constituir equipas de gestão mais representativas é a melhor estratégia para responder ao desenvolvimento da tecnologia e à evolução do negócio. Nos próximos anos, em que as mudanças tecnológicas vão ter um impacto significativo nas empresas e na forma como as pessoas se relacionam com o trabalho, as estratégias de D&I são a melhor forma de responder à evolução da inteligência artificial. A inteligência humana, e a sua infinita diversidade, é insubstituível, qualquer que seja o tipo de máquina”, refere Joana Barros, senior marketing executive da Michael Page.

Mas é preciso considerar a diversidade de uma forma mais abrangente, conclui a análise, ou seja, “não apenas associada ao género feminino, mas à idade, género, orientação religiosa, sexual, contexto social, culturas e incapacidade. Quando representada entre todos os colaboradores de uma organização, tem um impacto direto no ambiente da organização, com um aumento na produtividade e no desempenho financeiro. O estudo revela ainda que a diversidade é uma realidade da sociedade atual, e um driver importante de inovação”.

“A diversidade não é opcional, nem na força de trabalho nem na gestão. Os líderes das organizações mais representativas têm de refletir a diversidade das pessoas se pretendem manter as empresas humanas e promover uma sociedade mais tolerante. A paz, a prosperidade e o desenvolvimento, dependem disso”, concluiu Joana Barros.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Diversidade e inclusão fazem crescer empresas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião