“Não foi a primeira vez que a TAP pagou prémios em ano de prejuízos. Também o fez quando era 100% pública”, diz Antonoaldo Neves

Antonoaldo Neves, CEO da TAP, lembrou aos deputados da Comissão de Economia que a companhia aérea também pagou prémios a colaboradores noutros anos com prejuízos e ainda era 100% pública.

O presidente da Comissão Executiva da TAP, Antonoaldo Neves, voltou a abordar a polémica dos prémios pagos pela TAP relativos ao exercício de 2018, ano em que a empresa registou um prejuízo de 118 milhões de euros. Segundo o CEO da companhia, “não foi a primeira vez que a TAP pagou prémios num ano com prejuízos, também aconteceu em 2008 e 2009”, disse, depois de questionado sobre a polémica.

“O prémio não foi discricionário, tudo o que tinha que ser dito, já foi. Não me quero alongar mais, mas queria dizer que foi feito num processo muito claro, alinhado com as melhores práticas”, assegurou Antonoaldo Neves aos deputados esta quinta-feira. E rematou: “Não é a primeira vez que uma empresa como a TAP paga prémios quando tem prejuízo, aconteceu em 2008 e 2009.” E foi o próprio Fernando Pinto, ex-CEO da TAP, que informou Antonoaldo Neves desse facto.

“Quando saíram as primeiras notícias [sobre os prémios], o Fernando Pinto ligou-me e disse-me que tinha pago prémios em ano com prejuízos, tanto em 2008 como em 2009, e num desses anos os prejuízos foram de 285 milhões de euros”, salientou, a propósito dos resultados da companhia aérea em 2008. “E na altura era uma empresa 100% pública”, sublinhou.

Aos deputados da Comissão de Economia do Parlamento, Antonoaldo Neves reiterou ainda sobre os prémios que a intenção da companhia aérea passa até por reforçar a componente das remunerações variáveis no grupo. “Faz parte da visão da Comissão Executiva, os prémios devem ser alargados a todos os trabalhadores”, apontou, referindo-se a prémios específicos, não diretamente ligados ao resultado geral do grupo, mas a objetivos específicos atribuídos a cada trabalhador ou segmento da companhia.

Mais do que o pagamento de prémios em ano de prejuízo, o que exponenciou a ‘crise dos prémios’ na TAP foi sobretudo o facto da comissão executiva, controlada pelos acionistas privados da companhia, terem tomado a decisão de pagar prémios sem informar o acionista Estado, dono de 50% da companhia aérea.

(Notícia atualizada às 17h50 com mais informação)

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