Incêndios de Vila de Rei e Mação já atingiu habitações

  • ECO
  • 21 Julho 2019

Cardigos, Casas da Ribeira, Freixoeiro e São João do Peso são, neste momento, as localidades mais ameaçadas pelas chamas.

O incêndio de Vila de Rei e Mação já atingiu algumas habitações sem que neste momento haja um número quantificado, segundo a proteção civil. “Há registo de casas atingidas pelas chamas, mas não temos ainda um número fiável”, afirmou o comandante do Agrupamento Centro Sul, Belo Costa, na conferência de imprensa às 20h00 deste domingo, para fazer o ponto da situação dos incêndios que desde sábado à tarde atingem os distritos de Castelo Branco e Santarém.

Belo Costa sublinhou que o período da tarde foi especialmente complexo, sobretudo devido às condições meteorológicas, com rotação do vento e aumento significativo da temperatura, o que levou “a dificuldades acrescidas no incêndio” que às 13h00, aquando da conferência de imprensa anterior, estava controlado em 85%.

“Por via das projeções passamos a ter ignições em locais onde as forças estavam menos reforçadas. Foi uma tarde extraordinariamente difícil e de extrema propagação do incêndio”, sublinhou o comandante, que falava no posto de comando instalado na Sertã, distrito de Castelo Branco.

Belo Costa adiantou ainda que estiveram mobilizados 14 meios aéreos para combater as chamas durante o período de máximo empenhamento e que, neste momento, no incêndio de Vila de Rei e Mação estão no terreno 839 operacionais da proteção civil apoiados por 296 viaturas.

Horas antes, às 17h00, as informações oficiais revelavam que várias aldeias nos concelhos de Mação, Vila de Rei e Sertão estão cercadas pelo fogo, devido a grandes reacendimentos nos incêndios que deflagraram no centro do país este sábado. Os reacendimentos estão a preocupar os bombeiros, sendo que, em Mação — onde se vive a situação mais complicada — a praia fluvial de Cardigos está a ser evacuada.

De acordo com a agência Lusa, 15 das 23 aldeias da freguesia de Cardigos, em Mação, estão em perigo devido às chamas que lavram naquele concelho do distrito de Santarém. “Provavelmente, das 23 aldeias da freguesia [de Cardigos], neste momento, 15 estarão em perigo”, afirmou António Louro, vice-presidente da autarquia com o pelouro da Proteção Civil, em declarações registadas cerca das 17h00.

Além de Cardigos, Casas da Ribeira, Freixoeiro e São João do Peso são, também, as piores frentes, num fogo que mantém cortada a estrada nacional 348, avança o Expresso.

“As mudanças de vento e o aumento da intensidade ditaram estes reacendimentos que começaram a surgir perto das 16h00 e que estão a ser difíceis de debelar, sobretudo devido ao imenso calor que se faz sentir”, conta um dos comandantes de um grupo de socorro ao jornal Expresso.

“Está a arder o que tinha escapado aos fogos de 2017”, avisam os bombeiros. Em Mação, concelho reduzido a uma área de apenas 20% de floresta depois dos incêndios de 2017, as chamas estão a consumir o que resta do fogos dos anos anteriores.

Também no concelho da Sertã, o incêndio reacendeu esta tarde, depois de ter sido dado como dominado durante a madrugada. Neste momento, de acordo com a página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os fogos no distrito de Castelo Branco estão a mobilizar mais de mil bombeiros e 15 meios aéreos.

Às 13h00, em conferência de imprensa, o comandante operacional do agrupamento distrital do centro-sul da Proteção Civil, Luís Belo Costa, avisou que esta tarde seria marcada por trabalhos “intensos e rigorosos”, alertando, desde logo, para o aumento do calor, que obrigaria a “esforços redobrados”.

Bruxelas disponível para ajudar

Bruxelas já se mostrou disponível para ajudar Portugal. “A pedido de Portugal estamos a produzir mapas satélite para os incêndios florestais que afetam a região de Castelo Branco”, escreveu o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides, na sua conta de Twitter.

O Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS) tem divulgado alguns desses mapas através do Twitter. Uma análise baseada em imagens de alta resolução captadas às 12h00 apontava para uma área ardida superior ao anteriormente estimado.

(Notícia atualizada às 18h00)

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