Da estrela da Mercedes ao leão da Peugeot, Injex produz mais de 50 milhões de logótipos em Famalicão. Empresa investe meio milhão

  • Fátima Castro
  • 28 Julho 2019

Empresa de plástico injetado de Famalicão investiu meio milhão para aumentar fábrica e digitalizar processos. Injex produz logos para a Jaguar, Mercedes, Volvo, Renault e Peugeot e quer exportar mais.

Jaguar, Land Rover, Mercedes, Volvo, Renault, Peugeot, e Citroën são algumas das marcas automóveis que têm os seus símbolos fabricados em Portugal, mais exatamente em Vila Nova de Famalicão. A estrela de três pontas da Mercedes, por exemplo, é apenas um dos milhões de logótipos que a Injex produz anualmente.

A empresa “está prestes a concluir um programa de investimentos de 500 mil euros que permitirá aumentar por quatro as suas exportações”, refere a Injex em comunicado. O objetivo é aumentar os mais de 50 milhões de peças de plástico injetado que produz anualmente, mas também ampliar a área fabril (a área coberta ocupa agora 750 metros quadrados), modernizar e aumentar o parque de máquinas e digitalizar o processo produtivo.

Mas nos planos da empresa, criada há 16 anos por José Pinheiro de Lacerda, está “adquirir uma unidade de bi-injeção de plásticos e passar a oferecer tecnologia de alto brilho na produção em série”.

A Injex, que faturou 1,2 milhões de euros em 2018 e vende para sete países, tem conta com apoios dos fundos comunitários. O atual investimento em curso teve um cofinanciamento de 257 mil euros do Compete 202065,57 mil euros para reduzir a dependência do mercado nacional, aumentar as exportações e a presença na economia nacional e 191,46 mil euros para aumentar “a capacidade de resposta pelo reforço do parque de máquinas e da instalação fabril; posicionar-se num mercado de valor acrescentado que lhe permita a prestação de serviços altamente especializados a montante, desde a fase da conceção e apostar na produção de peças diferenciadas.

Mas a empresa não trabalha apenas para a indústria automóvel, produz também componentes para máquinas e peças para a indústria. O esforço para inovar é constante, até porque o mercado assim o exige. Desde o exercício de 2016 a Injex investe cerca de 70 mil euros anuais (mais de
5% das vendas) em investigação e desenvolvimento, o que é, segundo Pinheiro de Lacerda, está “muito acima do montante médio para uma PME industrial, de acordo com os padrões da Agência Nacional de Inovação”.

É nesta lógica de “incorporar tecnologias cada vez mais avançadas e modernas no processo produtivo” que se insere o objetivo de comprar uma unidade de bi-injeção de plásticos. Desenvolvimento e construção de moldes, fabricação de componentes termoplásticos injetados e controlo automático destas componentes têm sido alguma das apostas que a empresa tem feito em termos de inovação produtiva. Assim como a digitalização do processo produtivos. Por exemplo, nos armazéns já não há papel e a comunicação com os clientes é integralmente digital.

França é o principal mercado

A Injex, que tem 30 trabalhadores, exporta para sete países e o valor das vendas para o exterior cresceu sete vezes nos últimos cinco anos. França é o principal mercado da empresa nortenha fruto da importância que o país representa na indústria automóvel. A empresa assinou recentemente um protocolo com um parceiro estrangeiro para fornecer “dois grandes fabricantes de máquinas” franceses.

A nível global está previsto que as exportações alcancem este ano os 240 mil euros, o que irá representar mais de 17% do volume de negócios, quase 1,4 milhões de euros.

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