EDP já tem cinco propostas para a compra de ativos

  • ECO
  • 2 Agosto 2019

A Iberdrola, a Engie e a Endesa são três das muitas empresas interessadas em adquirir os ativos de energia hidroelétrica que a EDP está a vender. Um negócio de dois mil milhões de euros.

A EDP recebeu, pelo menos, cinco propostas não vinculativas para a aquisição de ativos de energia hidroelétrica que a empresa está a vender. O prazo terminou na quarta-feira e, além da Iberdrola e da Endesa que foram conhecidas logo no dia seguinte, também a Engie — com quem a EDP criou recentemente uma joint-venture — e os fundos de investimento Ardian e Brookfield terão formalizado o interesse, segundo o Cinco Días.

António Mexia, afirmou que a venda das barragens estava a gerar um “forte interesse do mercado”. Um negócio que deverá permitir em encaixe de dois mil milhões de euros à empresa liderada por António Mexia.

Como já tinha anunciado, a EDP vai realizar vários processos de venda de ativos de forma a encaixar seis mil milhões de euros. O objetivo é financiar futuros projetos renováveis, incluindo um portfólio de ativos (redes e hidráulica) na Península Ibérica, e a maioria deles em Portugal.

Entre as empresas e fundos que receberam a documentação, estavam a Repsol, a Iberdrola, a Naturgy, a Endesa, a Engie e a Brookfield, os fundos do Macquarie (através a espanhola, a Viesgo) e a alemã Aquila Capital. Tal como a Iberdrola, a Repsol descartou desde o início fazer qualquer oferta, apesar de ter recebido o convite dos bancos contratados pela EDP (Morgan Stanley e UBS).

O presidente executivo da Endesa, disse ainda esta semana que para além do interesse em adquirir os ativos da EDP, a empresa está interessada em todas as oportunidades que surjam para crescer no mercado ibérico.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

EDP já tem cinco propostas para a compra de ativos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião