Ministério Público arquiva caso da empresa-fantasma Yupido

  • ECO
  • 6 Agosto 2019

Não chegaram a ser constituídos arguidos no caso da empresa-fantasma que tem registado um capital social de 29 mil milhões de euros. O inquérito foi arquivado.

O inquérito ao caso Yupido foi arquivado pelo Ministério Público, passados quase dois anos da sua abertura. Nesta investigação à empresa que tem registado o maior capital social do país, no valor de 29 mil milhões de euros, mas que não tem nenhuma atividade pública ou produto lançado, não foi constituído nenhum arguido.

A notícia, avançada pelo Dinheiro Vivo, foi confirmada pelo ECO junto da Procuradoria-Geral da República: “O processo conheceu despacho de arquivamento”, disse fonte oficial daquele organismo. Contactado, o porta-voz da Yupido ainda não reagiu.

O capital social da Yupido baseia-se no facto de esta ser uma “plataforma digital inovadora de armazenamento, proteção, distribuição e divulgação de todo o tipo de conteúdo media”, que se destaca “pelos algoritmos que a constituem”, de acordo com os documentos oficiais da empresa, como noticiou o ECO no passado.

Foi António Alves da Silva, um revisor oficial de contas (ROC) independente, com mais de 50 anos de experiência, que avaliou este bem intangível. Esta avaliação acabou por ser alvo de uma investigação por parte da Ordem dos ROC e da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. A SIC indica que o resultado foi a suspensão do revisor por dois anos, informação que não foi confirmada pela Ordem.

Mesmo que a investigação à metodologia de Alves da Silva na avaliação dos ativos tenha resultado num parecer negativo, a Yupido não é obrigada a pedir uma nova avaliação, adianta o jornal. Desta forma, o capital social da empresa poderá continuar a ser o mesmo montante.

(Notícia atualizada às 10h46 com confirmação pelo ECO)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministério Público arquiva caso da empresa-fantasma Yupido

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião