Dolce Vita Ovar, Miraflores e Central Park à venda por 15 milhões

  • ECO
  • 7 Agosto 2019

O banco espanhol Abanca pediu a insolvência do Dolce Vita Ovar, Miraflores e Central Park, onde tem créditos de 50 milhões de euros.

Os Dolce Vita de Ovar, Miraflores e Central Park foram colocados à venda na sequência de um pedido de insolvência requerido pelo Abanca. O banco espanhol é o principal credor das sociedades detentores destes centros comerciais, acumulando créditos de cerca de 50 milhões de euros. Os imóveis foram agora colocados no mercado por 15 milhões de euros, avança o Jornal de Negócios (acesso pago).

A Sportsforum, detentora do Dolce Vita Ovar e administrador judicial da insolvência, e a comissão de credores reuniram-se em dezembro e o Abanca votou a favor da “liquidação imediata do ativo, em virtude de haver redução dos valores de receitas contratualizados, abandono de operadores e incapacidade de investimento e inexistência de tesouraria”, lê-se na ata, citada por aquele jornal.

Além disso, o banco acrescentou que “a tesouraria que (…) disponibiliza à massa insolvente e que permite o centro estar em funcionamento está a chegar, na opinião deste credor, ao seu limite“. Assim, para este centro comercial, inaugurado a 21 de abril de 2007, num investimento de 33 milhões de euros, o Abanca reclama créditos de 21,8 milhões de euros. Quando solicitou a insolvência da Sportsforum, o banco avaliou o ativo em menos de 15 milhões de euros. Mas, agora, o Dolce Vita Ovar foi colocado à venda por 8,3 milhões de euros.

No caso do Dolce Vita de Miraflores, inaugurado em 2002 e o primeiro da rede Dolce Vita em Portugal, o Abanca tem créditos de 22,7 milhões de euros. Apesar de o ter avaliado, há pouco mais de um ano, em dez milhões de euros, o centro comercial vai ser posto à venda por um “valor mínimo” que não chega a 5,385 milhões de euros.

Por sua vez, o Dolce Vita Central Park, onde o banco espanhol reclama créditos de 5,5 milhões de euros e o avaliou em 5,5 milhões, poderá ser vendido por 1,45 milhões de euros. Em todos os casos, caso não hajam ofertas superiores ao valor mínimo, serão admitidas propostas mais baixas.

Depois da falência da espanhola Chamartín, que tinha comprado o negócio imobiliário do grupo Amorim em 2006, os edifícios de escritórios e os centros comerciais Dolce Vita começaram a ser vendidos, a maioria a investidores internacionais. Em 2015 foi o Dolce Vita Tejo, o maior centro comercial do país, que acabou vendido à norte-americana Baupost e à britânica Eurofund por 170 milhões de euros. Depois, acabou revendido à francesa Axa por 230 milhões.

Nessa altura, a DWS Investments, sociedade gestora de fundos do Deutsche Bank, comprou à norte-americana Lone Star os (ex-)Dolce Vita situados em Vila Real, Coimbra e Porto. Em Lisboa, o Dolce Vita Monumental, que tinha sido comprado pela Lone Star, acabou por ir parar às mãos do Grupo Castel. E o Dolce Vita Braga, agora chamado “Nova Arcada”, acabou vendido à Caixa Geral de Depósitos.

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