Uber multiplica prejuízos por seis. Custos aumentam 147%

A empresa de aluguer de viaturas viu os seus prejuízo agravarem-se para 5,24 mil milhões de dólares no segundo trimestre. No período homólogo tinham sido de 878 milhões de dólares.

A vida da Uber não está fácil. A empresa norte-americana de aluguer de viaturas para transporte privado reportou um acentuado agravamento dos seus prejuízos, nesta quinta-feira, tendo falhado ainda as estimativas para as suas receitas. Os seus prejuízos ascenderam a 5,24 mil milhões de dólares (4,69 mil milhões de euros) no segundo trimestre do ano, multiplicando por seis as perdas registadas no período homólogo.

Os 5,24 mil milhões de dólares de prejuízos, equivalente a 4,72 dólares por ação, no trimestre que terminou em junho, comparam com os 878 milhões, ou 2,01 dólares por ação, verificados no mesmo período de 2018. O agravamento dos prejuízos reflete uma despesa de compensação de 3,9 mil milhões associadas ao IPO (Oferta Pública Inicial) da empresa que ocorreu no início deste ano.

Os custos da Uber subiram 147%, para 8,65 mil milhões de dólares naquele trimestre, o que incluiu ainda um forte aumento das despesas de investigação e desenvolvimento.

Já a receita total da empresa cresceu 14,4%, para 3,17 mil milhões dólares, mas ficou aquém das estimativas dos analistas que apontavam para 3,36 mil milhões de dólares.

A empresa, que ainda não conseguiu deixar claro se virá a obter lucros, está a tentar convencer os investidores de que o crescimento virá não só de seus serviços de transporte, mas também de outros serviços de logística e entrega de alimentos.

A Uber deu ainda conta que os seus utilizadores ativos mensais aumentaram para 99 milhões em todo o mundo, de 93 milhões no final do primeiro trimestre e 76 milhões no ano anterior.

Na negociação após o fecho do mercado bolsista dos EUA, as ações da Uber estavam a ser severamente castigadas: derrapavam 13%.

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