Juros da casa sobem para máximos de três anos. Atingem 1,087% em julho

O acréscimo de 0,6 pontos base face ao registado no mês anterior levou o juro para máximos de junho de 2016. Taxa implícita do crédito à habitação sobe desde dezembro de 2018.

A taxa de juro implícita no crédito à habitação atingiu 1,087% em julho, mantendo a tendência de subida dos últimos meses. O acréscimo de 0,6 pontos base face ao registado no mês anterior levou o juro para máximos de junho de 2016, segundo a atualização mensal publicada esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O juro das casas sobe desde dezembro de 2018 e não era tão elevado há mais de três anos. “A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação foi 1,087% em julho (1,081% no mês anterior). Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 1,267% para 1,305%“, revela o INE.

No caso do financiamento para comprar casa, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos subiu para 1,109% (mais 0,6 pontos base que em junho). Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro para este fim aumentou 3,4 pontos base, para 1,281%.

Taxa no crédito à habitação aumenta há oito meses

Fonte: Instituto Nacional de Estatísticas

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação vencida subiu um euro, para 248 euros. Deste valor, 49 euros (20%) correspondem a pagamento de juros e 199 euros (80%) a capital amortizado, segundo o INE. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação aumentou 36 euros, para 328 euros.

Em julho, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 39 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 52.954 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida fixou-se em 100.655 euros, mais 905 euros do que em junho.

(Notícia atualizada às 11h15)

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