Benfica vale mais e é o favorito. FC Porto desafia todas apostas do Clássico

"O Benfica tem o melhor plantel dos últimos anos", diz Sérgio Conceição. "Nos quatro jogos vejo coisas muito boas" no Porto, elogia Bruno Lage. Eternos rivais defrontam-se este sábado.

O que esperar do clássico deste sábado? O Benfica aparenta ter favoritismo que o FC Porto vai tentar contrariar quando se defrontarem ao final da tarde (19h00, Benfica TV). Os encarnados lideram a Liga portuguesa ao cabo de duas jornadas e jogam perante os seus adeptos num Estádio da Luz que tem provado ser um reduto impenetrável no último ano. Outro fator a favorecer as águias: têm um plantel mais valioso que os dragões.

Ainda que as saídas de Jonas e João Félix possam ter subtraído valor ao Benfica, o plantel ao dispor de Bruno Lage apresenta um valor de mercado de 312,7 milhões de euros, o que dá cerca de 10,8 milhões de euros de média por jogador, segundo o site especializado Transfermarkt. “O Benfica tem o melhor plantel dos últimos anos”, reconheceu o técnico portista na antevisão ao jogo.

O valor compara positivamente com uma avaliação de 260 milhões que é atribuída à equipa de Sérgio Conceição, uma média de 8,6 milhões de euros por atleta. A turma azul e branca também sofreu uma profunda remodelação no último defeso, perante a saída de jogadores como Militão, Brahimi e Herrera. E, ao contrário do adversário de hoje, teve um arranque de época para esquecer, algo que Bruno Lage desvaloriza: “Nunca analiso um jogo em função do adversário, nem vejo os golos. Nos 4 jogos [já realizados] vejo coisas muito boas”.

Ambas as equipas possuem avançados de referência, casos de Raul de Tomas (avaliado em 20 milhões de euros) e Rafa Silva (28 milhões) no lado do Benfica, e de Marega (30 milhões) e Corona (22 milhões), que poderão ser a chave da partida. Mas é no setor defensivo onde residem as principais estrelas de cada emblema: os defesas encarnados Grimaldo e Rúben Dias estão avaliados em 32 milhões; os portistas Alex Telles e Danilo Pereira têm um valor de 35 milhões e 30 milhões de euros, respetivamente.

Estes valores valem o que valem, é certo, e é dentro de campo onde tudo se vai decidir.

Apostas dão favoritismo ao Benfica. Golo? Seferovic

O FC Porto chega à Luz ainda a recuperar dos efeitos da saída precoce da Liga dos Campeões, depois da derrota na eliminatória com os russos do Krasnodar, o que vai afastar os dragões de um prémio monetário de, pelo menos, 44 milhões de euros. Após um arranque em falso na Liga, com a derrota diante do Gil Vicente, a equipa deu a volta à mini-crise que se instalou no Dragão com um categórico triunfo sobre o Vitória de Setúbal por 4-0 na última semana.

Num momento bem mais positivo, o Benfica iniciou a defesa do título com duas vitórias incontestáveis. Se os cinco golos marcados ao Paços de Ferreira (primeira jornada) e os dois marcados ao Belenenses (segunda jornada) não são suficientes para provar o bom arranque encarnado, a goleada imposta ao Sporting por 5-0 na Supertaça reforça a ideia de que as águias estão estão prontas para atacar novamente esta época.

É com este pano de fundo que as casas de apostas dão claro favoritismo à equipa da casa. Um euro apostado numa vitória do Benfica rende entre 1,85 euros e 2,00 euros, segundo uma consulta em vários sites de apostas como o Placard, Bet.pt, Betclic. Um triunfo do FC Porto é visto como menos provável pelos apostadores. As odds situam-se entre os 3,9 euros e 4,4 euros.

Quem marca? Melhor artilheiro do campeonato na época passada, Haris Seferovic é o principal candidato a fazer balançar as redes contrárias, com cada golo do ponta-de-lança suíço a dar um retorno de 2,42 euros na Betclic. Vinicius e Raul de Tomas também são ameaças do lado encarnado. No FC Porto, as atenções vão estar viradas para este trio: Tiquinho Soares, Marega e Zé Luís.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Benfica vale mais e é o favorito. FC Porto desafia todas apostas do Clássico

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião