Conversações entre China e EUA animam Wall Street

Os investidores voltaram a reagir a mais um desenvolvimento na guerra comercial entre a China e os EUA. Partes continuam a falar, ainda sem garantia de que a reunião de setembro vai acontecer.

A bolsa de Nova Iorque abriu esta quinta-feira em alta, mais uma vez influenciada pelos movimentos da China e dos Estados Unidos relativamente às negociações tendo em vista a obtenção de um acordo que ponha um fim à guerra comercial que já se arrasta há dois anos e meio e que tem afetado a economia mundial.

O índice industrial Dow Jones abriu a valorizar 0,86%, o índice alargado S&P 500 subiu 0,94% e o índice tecnológico Nasdaq começou o dia com ganhos de 1,15%.

O porta-voz do ministro do Comércio da China, Gao Feng, disse esta quinta-feira que China e Estados Unidos ainda estão a discutir se a delegação chinesa irá efetivamente viajar até Washington em setembro, para o encontro com os responsáveis norte-americanos que estava previsto acontecer.

Gao Feng diz que as partes têm mantido o contacto desde a última reunião e o secretário do Tesouro norte-americano, Steve Mnuchin, disse numa entrevista à Bloomberg que a administração norte-americana está a contar que a reunião aconteça mesmo, mas sem mais detalhes.

O Governo chinês sublinha que o importante nesta altura é garantir que há condições para as negociações continuem, mas não demonstram vontade de ceder. Gao Feng disse que a China tem margem para retaliar contra a última ronda de taxas aduaneiras anunciadas por Donald Trump na semana passada.

Antes do início das negociações, o instituto de estatístico norte-americano deu conta que o crescimento da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre foi mais baixo do que o anunciado na primeira estimativa. No segundo trimestre, a economia terá crescido apenas 2%, menos uma décima que o anunciado há umas semanas.

Estes dados demonstram um abrandamento ainda mais pronunciado da maior economia do mundo, que no primeiro trimestre do ano cresceu 3,1% em termos homólogos.

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