Elisa Ferreira: “Agenda de Von der Leyen vai permitir tirar Europa da desorientação”

Elisa Ferreira foi indicada pelo Governo português para integrar a lista de comissários de Ursula Von der Leyen. Considera que estão reunidas as condições para recuperar a agenda europeia.

Elisa Ferreira está confiante que a nova Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, poderá avançar com uma agenda europeia que quebre com desorientação em que o Velho Continente caiu no período pós-crise. A ainda vice-governadora do Banco de Portugal foi recebida hoje pelo primeiro-ministro em São Bento.

“Estou completamente confortável com o texto do programa que a Comissão vai seguir. Estão reunidas as condições para darmos um salto positivo na agenda europeia e sair de uma certa desorientação em que a Europa, especialmente depois da crise, caiu e que quebrou até um pouco a relação afetiva dos europeus com o projeto”, afirmou Elisa Ferreira, à saída da residência oficial de António Costa, sublinhando que, nesse contexto, “Portugal é um pequeno oásis na Europa”.

No final do encontro, a futura comissária europeia foi questionada sobre se já tinha conhecimento de que pasta iria liderar, tendo preferido não comentar, ainda que se tenha mostrado disponível para aplicar todas as suas competências ao serviço dos cidadãos europeus. “Pretendo ser útil”, explicou, lembrando a vasta experiência que acumulou em diversas áreas, como desenvolvimento regional, ambiente, banca ou macroeconomia, estando, por isso, disponível para se ajustar à escolha da presidente. Lembrou ainda que as tutelas não são estanques havendo muitos dossiers de interesse que atravessam vários gabinetes.

No que toca à presidente da Comissão, Elisa Ferreira explicou que não a conhecia pessoalmente até às duas conversas tidas com Ursula van der Leyen recentemente, mas que avalia o seu programa de forma muito positiva. “Com equipa unida e qualificada há condições para darmos um salto positivo na agenda europeia e sairmos de uma certa desorientação em que a Europa recentemente caiu.”

Precisamente por identificar uma situação complexa na Europa, Elisa Ferreira afirma que não é possível garantir resultados, mas comprometeu-se a colocar “toda a capacidade e experiência ao serviço de uma Europa mais próxima das cidadãos”, apontando que apesar de no cargo de comissária ter que olhar para a UE como um todo, também irá trabalhar em prol de “um Portugal mais coeso, dinâmico e estável”, pois a estabilidade “é peça muito importante da Europa”.

“Tem todas as competências para representar Portugal”

Já o primeiro-ministro, também em declarações aos jornalistas na ocasião, aproveitou para agradecer a Elisa Ferreira ter respondido afirmativamente ao desafio lançado pelo Governo português, aproveitando para elogiar o vasto currículo da futura comissária e referindo que “tem todas as competências pessoais, políticas e técnicas para honrar Portugal”.

Sobre a pasta que Elisa Ferreira poderá vir a ocupar, António Costa escusou-se com o “compromisso” de que será “a presidente a anunciar as pastas dos diferentes comissários”, mas assegurou estar certo que “é uma pasta em que seguramente Elisa Ferreira fará um excelente papel e que é uma pasta que corresponde aquilo que são os interesses próprios de Portugal no contexto da UE e do contributo que podemos dar”.

Elisa Ferreira foi indicada pelo Governo português para integrar a lista de comissários na Comissão Europeia. Vai substituir Carlos Moedas (comissário europeu nomeado por PSD/CDS-PP em 2014), que detinha a pasta de Investigação, Ciência e Inovação. Falta saber que pasta ficará a cargo da vice-governadora do Banco de Portugal.

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