Desemprego renova mínimos de 2008 na Zona Euro. Portugal continua abaixo da média

O desemprego na Zona Euro está em mínimos de 2008 e na União Europeia em mínimos de 2000. Em Portugal, a taxa em causa está acima da média comunitária, mas abaixo da média da área da moeda única.

Pelo segundo mês consecutivo, a taxa de desemprego na Zona Euro fixou-se nos 7,5%. De acordo com os dados divulgados, esta sexta-feira, pelo Eurostat, o valor registado em julho deste ano mantém-se o mais baixo desde julho de 2008. E no conjunto da União Europeia, o desemprego continuou, pelo terceiro mês consecutivo, em mínimos de 2000. Em Portugal, a taxa de desemprego recuou 0,1 pontos percentuais (p.p.) para 6,5%, ficando abaixo da média da área da moeda única, mas acima da média comunitária.

Segundo os dados conhecidos esta manhã, a taxa de desemprego na Zona Euro ficou nos 7,5%, mantendo-se estável na variação em cadeia e recuando 0,6 p.p. face ao período homólogo. Pelo segundo mês consecutivo, o desemprego da área da moeda única ficou, assim, em mínimos de julho de 2008.

Já no que diz respeito à taxa de desemprego da União Europeia, registou-se um recuo de 0,5 p.p para 6,3% em termos homólogos. Desde maio que o emprego na UE está neste valor, que representa um mínimo de janeiro de 2000, ocasião em que se deu início a esta série estatística.

O Eurostat indica ainda que, em julho, 15.613 milhões de europeus estavam desempregados, o que representa um aumento de 27 mil indivíduos face a junho e um recuo de 1.093 milhões de indivíduos face a julho de 2018.

Foi na Grécia que se registou a taxa de desemprego mais alta

Fonte: Eurostat

Em julho e em termos homólogos, foi na República Checa, na Alemanha e na Polónia que se registaram as taxas de desemprego mais baixas: 2,1%, 3% e 3,3%, respetivamente. Por outro lado, foi na Grécia (17,2%) e em Espanha (13,9%) que se verificaram os valores mais elevados.

Portugal ficou, por sua vez, acima da média comunitária, mas abaixo da média da Zona Euro. De acordo com o INE e com o Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal, em julho, fixou-se nos 6,5%, menos 0,1 p.p. do que no mês anterior.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Desemprego renova mínimos de 2008 na Zona Euro. Portugal continua abaixo da média

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião