Vendas de carros novos afundam 19% em agosto. Caem pelo 7.º mês consecutivo

  • ECO
  • 2 Setembro 2019

As vendas de automóveis continuam a derrapar. Recuaram pelo 7.º mês consecutivo, sendo que em agosto houve uma quebra expressiva, com os novos registos de ligeiros de passageiros a caírem 19%.

As vendas de automóveis novos voltaram a travar a fundo. Em agosto, registou-se uma nova derrapagem, sendo que desta vez houve um autêntico trambolhão nas matrículas emitidas entre os ligeiros de passageiros. Os dados da ACAP apontam para uma redução de 19% face ao mesmo mês do ano passado.

“Em agosto de 2019 foram matriculados pelos representantes legais de marca a operar em Portugal 16.035 veículos automóveis, ou seja, menos 14,2% do que em igual mês do ano anterior, pelo que o mercado mantém-se em queda pelo sétimo mês consecutivo”, diz a ACAP, salientando que o saldo no ano é negativo em 5%.

Olhando apenas para o mercado dos automóveis ligeiros de passageiros novos verifica-se “uma acentuada queda homóloga de 19%” nas novas matrículas, com um total de 12.435 registos.

A Renault foi a marca que mais vendeu, mas apresentou uma redução expressiva nos novos registos: -57,2%. Entre as marcas de grande consumo também houve quebra acentuadas, casos da Nissan, Opel e Fiat, enquanto a Peugeot viu as vendas aumentarem 1,5%, enquanto a Citroën cresceu 17%. A Mercedes vendeu mais 10%.

“No período acumulado de janeiro a agosto de 2019 as matrículas de veículos ligeiros de passageiros totalizaram 159.466 unidades, o que se traduziu numa variação negativa de 6,1% relativamente a igual período de 2018“, remata a ACAP. A Renault lidera o mercado, mas o saldo do ano é negativo em 15%.

(Notícia atualizada às 17h14 com mais informação)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Vendas de carros novos afundam 19% em agosto. Caem pelo 7.º mês consecutivo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião