Revolut está a contratar e quer chegar aos 400 trabalhadores em Portugal. Estes são os perfis procurados pela fintech

Com investimento em Portugal, a fintech londrina prevê ter uma equipa de 400 pessoas para o novo escritório de Matosinhos, que estará pronto no final de 2019.

A Revolut está apostada em crescer a partir do mercado português. Depois de, na sexta-feira, anunciar a escolha de Matosinhos para construir o segundo maior escritório da Europa, a fintech londrina adianta agora os perfis de que anda à procura para o novo escritório, que deverá estar pronto no final de 2019.

Para a unidade de Matosinhos, a empresa quer contratar equipa para gerir a relação com clientes, reclamações, investigação de transferências, compliance e crime financeiro. Tudo porque o escritório português será o segundo maior centro de suporte global da Revolut na Europa.

Nikolay Storonsky, CEO da RevolutTolga Akmen

Por enquanto, a fintech tem abertas 34 posições imediatas que vão desde um especialista de suporte que fale francês, gestor de reclamações que domine múltiplos idiomas, líder de equipa de apoio ao cliente e outros especialistas com domínio de idiomas tão diversos como checo, búlgaro, alemão, japonês, espanhol, romeno ou grego. Pode ver todas as especificações aqui.

“Do empregado 1 ao 1.000, vais estar a integrar uma equipa global que partilha uma série de matrizes. Podes trabalhar de forma autónoma e atuar com propriedade. Evoluímos com espaço e responsabilidade para resolver problemas. Trabalha-se melhor sem muita burocracia. Não nos escondemos atrás de títulos sofisticados ou processos que justificamos com ‘porque é assim que as coisas se fazem’. Encara-se o trabalho de uma maneira lógica. Não temos medo de cometer erros mas usamos dados e lógica para suportar decisões e aumentar o entendimento. E partilha-se a nossa missão para melhorar a relação das pessoas com o seu dinheiro”, explica a empresa sobre os princípios que fazem parte da sua génese e cultura.

“Portugal está a emergir rapidamente como um hub de fintechs na Europa e estamos extremamente orgulhosos em integrar esse movimento com a criação de até 400 novos postos de trabalho. No ano passado, aquando da minha visita a Lisboa para a Web Summit, ficou muito claro para mim que o país abraçou integralmente os benefícios que a tecnologia financeira tem para oferecer”, descreve Nikolay Storonsky, cofundador e CEO da Revolut, citado em comunicado.

Com mais de 250 mil utilizadores em Portugal — e com um crescimento de 1.000 novas contas criadas todos os dias que faz de Portugal já o sétimo mercado da fintech na Europa –, a Revolut conta já com uma equipa de 70 pessoas no nosso país. Além de estar a contratar, a Revolut nomeou também, há três meses, um diretor geral para o mercado português. “Estou muito feliz por começar a trabalhar ativamente o mercado português, que tem tido um dos crescimentos mais rápidos e pronunciados da nossa plataforma. O nosso foco será acelerar essa expansão, bem como trabalhar contínua e afincadamente na melhoria dos nossos produtos”, esclarece Ricardo Macieira que, antes da Revolut liderou, durante cinco anos, o negócio da Airbnb em Portugal.

Além de um diretor geral para o mercado nacional, a Revolut integrou também Rebeca Venâncio, que liderará a área de comunicação e relações públicas da Revolut em Portugal, depois de quase três anos como PR manager na Microsoft Portugal e com uma carreira dedicada ao jornalismo, e Miguel Costa, que será community manager, depois de ter estado na MOG e na Nomad Tech.

O país abraçou integralmente os benefícios que a tecnologia financeira tem para oferecer.

Nikolay Storonsky

Fundador e CEO da Revolut

Fundada em 2015, a Revolut foi criada como uma alternativa digital à banca tradicional. A fintech conta com mais de quatro milhões de utilizadores em toda a Europa e prevê lançar os seus serviços na América do Norte e na Ásia até ao final do ano. O novo escritório de Matosinhos ocupará a antiga fábrica de conservas Amorim & Amorim, em Matosinhos, numa área de 4.000 metros quadrados.

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