Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 11 Setembro 2019

Na banca, o Banco de Espanha desmente irregularidades nas relações com o Governo venezuelano. O Santander UK está a ser acusado de não pagar o que deve às vítimas de manipulação de seguros.

O Banco de Espanha já veio desmentir a existência de irregularidade nas relações com o Governo venezuelano. Por outro lado, o Santander UK está a ser acusado por empresas de gestão de conflitos de tentar reduzir o valor pago aos clientes a quem foram vendidos seguros de proteção de pagamentos manipulados. Em França, a bolsa dispara com a possibilidade de o Carrefour fazer uma OPA ao seu rival, o Casino.

Cinco Días

Banco de Espanha desmente irregularidades nas relações com o Banco Central da Venezuela

O Banco de Espanha já veio desmentir a existência de irregularidades nas relações com o Banco de Venezuela, após a Bloomberg ter divulgado que o Governo venezuelano movimentava fundos para o estrangeiro através do banco espanhol e contrariando as recomendações dos Estados Unidos. O supervisor veio esclarecer que o Banco Central da Venezuela tem uma conta aberta no banco espanhol, mas que esta “se rege pelos mesmos critérios e condições semelhantes às contas abertas noutros bancos centrais e organismos”, acrescentando que o montante relativo à conta “é muito reduzido” e que esta não apresenta grandes oscilações nos últimos anos. Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre/conteúdo em espanhol).

Financial Times

Santander debaixo de fogo após manipulação em seguros de proteção de pagamentos

O Santander UK está a ser acusado por empresas de gestão de conflitos de tentar reduzir o valor pago aos clientes a quem foram vendidos seguros de proteção de pagamentos alvo de manipulação. Em resposta, o banco garantiu às empresas em causa que enviaria a documentação diretamente aos seus clientes, em vez de esta passar pelas empresas de gestão de reclamações, de acordo com um email visto pelo jornal. Estas empresas tratam das reclamações dos clientes e, em troca, recebem uma compensação. Segundo o Financial Times, a medida foi tomada para “agilizar as investigações”, embora os críticos considerem que essa medida reduziria os pagamentos. A ideia é o banco não ter de negociar com terceiros o que, na opinião do presidente executivo de uma das empresas de gestão, Simon Evans, “é desleal porque há consumidores que querem ter um intermediário nas negociações e não se importam de pagar por isso”. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado/conteúdo pago).

The New York Times

Califórnia aprova lei que pode pôr em causa modelo de negócio da Uber e Lyft

A Califórnia aprovou um projeto de lei que pretende alterar os contratos de trabalho de empresas como a Uber e a Lyft. Na prática, os trabalhadores contratados passarão a ser tratados como funcionários da empresas, e não apenas como colaboradores. O projeto de lei aprovado esta terça-feira prevê que os trabalhadores devem ser designados “empregados” em vez de “contratados”, quando uma empresa tiver controlo sobre a forma como estes executam as suas tarefas ou quando estas fazem parte dos negócios regulares da própria empresa. Isto aplica-se, sobretudo, a empresas com aplicações, como é o caso da Uber ou Lyft. Leia a notícia completa no The New York Times (acesso livre/conteúdo em inglês).

Expansión

Carrefour planeia comprar rival Casino e faz disparar a bolsa

O Carrefour está a estudar realizar uma OPA ao seu rival Casino. A informação foi avançada pela televisão francesa BFM, e segundo fontes citadas pela estação, a oferta realizar-se-ia mediante uma troca de ações e que valorizava o Casino entre 4.000 e 4.200 milhões de euros, cerca de 25% da capitalização bolsista da empresa registada em finais de junho. Ainda assim, o Carrefour já veio desmentir a existência de uma OPA, mas o Casino começou logo a subir 10% na pré-abertura da bolsa de Paris. Contudo, passado pouco tempo, as ações moderaram para ganhos de 3%. Já o Carrefour foi castigado em bolsa depois de ter desmentido as informações, com uma queda de 2%. Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre/conteúdo em espanhol).

South China Morning Post

Primeiro-ministro japonês avança com nova remodelação governamental

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou esta quarta-feira uma nova remodelação ministerial, da qual se destaca a saída de Taro Kono da pasta da diplomacia e a sua transferência para a pasta da Defesa. Com estas mudanças, Abe integra no seu gabinete 13 pessoas que nunca tinham ocupado qualquer pasta. De um total de 19 ministros, apenas dois permanecem na mesma posição. Esta é a sexta remodelação desde que o primeiro-ministro tomou posse, em dezembro de 2012, e é vista como uma tentativa de renovar a imagem do Governo nipónico de manter políticas comerciais e de segurança voltadas para os Estados Unidos. Leia a notícia completa no South China Morning Post (acesso livre/ conteúdo em inglês).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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António Costa
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