BCP afunda 4%. Energia impede queda mais acentuada da bolsa

Lisboa encerrou no vermelho, invertendo a tendência das últimas duas sessões. A bolsa nacional acompanhou o desempenho negativo do resto da Europa.

A bolsa de Lisboa encerrou no vermelho, acompanhando a tendência das restantes praças europeias. A pressionar o índice nacional estiveram os títulos do BCP, que afundaram quase 4%, enquanto as cotadas do setor energético impediram uma descida mais acentuada.

O PSI-20 desvalorizou 0,3% para 5.056,37 pontos, após duas sessões consecutivas no verde. O desempenho do índice de referência nacional esteve em linha com o do resto da Europa, num dia em que as bolsas tremeram: o Stoxx 600 recuou 0,12% para 389,08 pontos, enquanto o espanhol IBEX 35 desvalorizou 0,5%.

Das 18 cotadas nacionais, apenas quatro escaparam às perdas, enquanto uma se manteve inalterada. Das 13 que encerraram no vermelho, destaque para o BCP que afundou 3,97% para 20,55 cêntimos, numa sessão em que o índice para a banca europeia recuou 1,93%.

Banco liderado por Miguel Maya alinha com a perdas nos pares europeus

Ainda nas descidas, destaque para a Sonae que recuou 2,88% para 0,8755 euros, enquanto a Sonae Capital desvalorizou 1,1% para 0,63 euros. As papeleiras também fecharam no vermelho: a Navigator perdeu 1,15% para 3,268 euros, a Altri recuou 0,73% para 6,16 euros e a Semapa caiu 2,2% para 12,44 euros.

A impedir uma queda mais expressiva do PSI-20 estiveram as cotadas do setor energético, com destaque para a Galp Energia que somou 0,26% para 13,63 euros, num dia em que o preço do barril de petróleo está a desvalorizar mais de 5% nos mercados internacionais.

Esta evolução da matéria-prima acontece depois de um alto responsável da Arábia Saudita ter adiantado que a produção de barris vai voltar à normalidade dentro de semanas, mais rapidamente do que era expectável, após os ataques com drones ter cortado para metade a capacidade produtiva saudita.

Ainda no setor energético, a EDP somou 1,19% para 3,479 euros, enquanto a EDP Renováveis contrariou a tendência do setor e desvalorizou 0,1% para 9,92 euros. Nas subidas, destaque ainda para a Jerónimo Martins que subiu 2,55% para 16,115 euros, representando a maior subida desta sessão.

Fora do índice principal, Cofina e Media Capital não transacionaram. A CMVM suspendeu a negociação dos títulos de ambas as empresas numa altura em que decorrem negociação com vista à compra da empresa que detém a TVI pela dona do Correio da Manhã.

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