Há mais 2,4% de desempregados inscritos no IEFP do que havia em julho

O número de desempregados inscritos no IEFP recuou, em agosto, 10% face ao período homólogo, mas aumentou 2,4% face a julho. Evolução explica-se pelo abrandamento do ritmo das saídas do desemprego.

Depois de ter estado em queda por seis meses consecutivos, o número de desempregados inscritos nos Serviços de Emprego registou um “ligeiro acréscimo” em agosto face ao mês anterior, tendo subido 2,4%. De acordo com o ministério do Trabalho, essa evolução está em “linha com o padrão habitualmente observado entre os meses de julho e agosto” e resultou mais do abrandamento do ritmo das saídas do desemprego do que das entradas para o desemprego.

“No fim do mês de agosto de 2019, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 304.330 indivíduos desempregados, número que representa 67,2% de um total de 453 152 pedidos de emprego. O total de desempregados registados no país foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2018 (-33 817; -10,0%) e superior no mês anterior (+7 040; +2,4%)”, explica o Instituto do Emprego e Formação Profissional, na nota divulgada esta quinta-feira.

Segundo o Ministério do Trabalho, esse acréscimo em cadeia está em linha com os padrões registados entre os meses de julho e agosto, sendo resultado, neste caso, mais do abrandamento do ritmo das saídas do desemprego do que das entradas. “O número de novas inscrições diminuiu de modo significativo quer em termos homólogos (-7,7%), quer também em cadeia (-10,4%)”, acrescenta o gabinete de Vieira da Silva para reforçar essa explicação.

Em agosto, estavam inscritos 304.330 desempregados

Fonte: IEFP

No que diz respeito ao desemprego de longa duração, registou-se uma tendência semelhante: um recuo de 17,1% em termos homólogo e um acréscimo de 0,7% na variação em cadeia. No desemprego jovem, o quadro repete-se, tendo sido registada uma redução homóloga de 10,1% e uma subida de 4,7% face a julho.

Por distribuição geográfica e em termos homólogos, o desemprego diminuiu em todas as regiões do país. Foi na região de Lisboa e Vale do Tejo (-11,5%), na região autónoma dos Açores (-10,9%) e na região do Norte (-10,5%) que se registam as maiores descidas percentuais.

O grupo “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices” foi aquele que “apresentou a mais expressiva descida percentual do desemprego” face ao mesmo mês do ano anterior, tendo registado um recuo de 15,9%, seguindo-se os “trabalhadores de serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores” (-11%) e os “trabalhadores não qualificados” (-10,6%).

Quanto às ofertas de emprego por satisfazer, foram registadas, no final de julho de 2019, 18.973, o que representa a uma redução anual (-248; -1,3%) e, no mesmo sentido, mensal (-321; -1,7%) das ofertas em ficheiro.

A taxa de cobertura de desempregados em medidas ativas de emprego e formação profissional também se manteve elevada, nos 25,7%, e o mesmo em relação à taxa de cobertura das medidas de formação profissional, que ficou nos 16,3%, acima dos 13,9% registados em agosto do ano passado”, nota ainda o Ministério do Trabalho, referindo que, ao longo desta legislatura, o desemprego registado desceu 45,2%.

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