Trump prevê acordo comercial só depois de novembro de 2020. Wall Street recua

As bolsas norte-americanas encerraram a última sessão da semana em queda. A dificuldade em alcançar um acordo comercial entre os EUA e a China está no centro das preocupações dos investidores.

A evolução das relações comerciais entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China está no centro das atenções dos investidores. Depois de alguns sinais que faziam prever uma cooperação entre as duas maiores economias do mundo, a incerteza apoderar-se das bolsas norte-americanas, sobretudo depois de Donald Trump ter dito que o acordo comercial poderá acontecer apenas depois das eleições presidenciais de novembro de 2020. Wall Street terminou a última sessão da semana em queda.

Esta sexta-feira, o presidente Donald Trump afirmou que pretende alcançar um “acordo comercial total” com a China. “Estamos à procura de um acordo completo. Não queremos um acordo parcial”, disse o líder dos Estados Unidos, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, em que referiu os avanços nas negociações com a China, mas alertou para a necessidade de entendimentos mais aprofundados.

Apesar de assumir que o seu relacionamento com o presidente chinês, Xi Jinping, é muito bom, Trump reconheceu que não tem sido fácil conseguir uma solução para a “guerra comercial” que separa os dois países há um ano e meio e admitiu que só deverá haver uma saída para este problema depois das eleições presidenciais de novembro de 2020.

Com as mais recentes declarações de Donald Trump, surgiu, também, a notícia que as autoridades chinesas cancelaram a visita às regiões agrícolas dos EUA, que deveria acontecer já na próxima semana, avança a agência Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Neste contexto, o S&P 500 encerrou a sessão a desvalorizar 0,53% para os 2.990,99 pontos, enquanto o industrial Dow Jones recuou 0,61% para os 26.928,70 pontos e o tecnológico Nasdaq perdeu 0.85% para os 8.113,03 pontos.

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