Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 23 Setembro 2019

A Thomas Cook está em destaque na imprensa internacional depois de ter entrado em falência. WeWork e AirBnB também são notícia, bem como a China que quer mais controlo sobre as empresas do país.

Está a ser um dia de caos para milhares de britânicos com as férias a cargo da Thomas Cook. A empresa abriu falência este domingo, depois de várias horas de negociações entre a administração, os acionistas e os credores não ter chegado a bom porto. O Governo britânico iniciou uma megaoperação para repatriar os milhares de turistas de férias fora do país. Conheça esta e outras notícias que estão a marcar a atualidade internacional.

BBC

Thomas Cook anuncia falência. Obriga a repatriar 600 mil turistas

A Thomas Cook anunciou falência depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência. O operador turístico britânico, que tem a Fosun como investidor, entrou em “liquidação imediata”, obrigando a um repatriamento maciço de cerca de 600.000 turistas em todo o mundo, incluindo 150.000 para a Grã-Bretanha.

Leia a notícia completa na BBC (acesso livre/conteúdo em inglês)

The Guardian

Partidos árabes apoiam Benny Gantz para primeiro-ministro de Israel

Os deputados árabes em Israel recomendaram Benny Gantz para o cargo de primeiro-ministro de Israel, em detrimento do incumbente Benjamin Netanyahu. A decisão surge depois de a coligação árabe Lista Conjunta ter conquistado 13 lugares nas eleições de terça-feira, tornando-se a terceira maior força do parlamento israelita. Esta é a primeira vez desde 1992 que os partidos árabes apoiam um candidato a primeiro-ministro.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês).

Reuters

China vai pôr representantes estatais em 100 empresas, Alibaba incluída

A China decidiu colocar 100 representantes estatais em empresas privadas chinesas, uma movimentação que terá como objetivo controlar de perto as movimentações destas companhias numa altura em que a economia abranda em resultado da guerra comercial com os EUA. Não foram revelados os nomes da centena de empresas, mas a Reuters revela que entre elas a gigante do comércio online Alibaba, mas também a fabricante de automóvel Geely Automobile.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre/conteúdo em inglês).

Financial Times

SoftBank quer afastar CEO da WeWork

Continua a saga em torno da WeWork, startup líder no negócio dos espaços de co-working. Depois de conhecidas as estratégias pouco ortodoxas de governance da empresa, algumas práticas menos convencionais do presidente executivo, Adam Neumann, o maior acionista da empresa — o SoftBank — está decidido que quer afastar o gestor da liderança. Neumann começa a ser visto como um empecilho no caminho em direção a uma entrada em bolsa que já é avaliada a um valor bem inferior ao que a empresa tinha quando o grupo japonês entrou no capital da startup.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês).

The New York Times

Trabalhadores da Airbnb tentam forçar IPO

Muitos trabalhadores da Airbnb na Califórnia têm vindo a pressionar a administração para avançar com a operação de entrada em bolsa (vulgo, IPO), de forma a poderem vender no mercado as ações que foram acumulando ao longo de anos de trabalho. Tal como tem acontecido noutras tecnológicas, muitos funcionários da empresa tiveram de se endividar para conseguirem exercer as stock options que lhes foram dadas como parte do salário, mas a esmagadora maioria ainda não conseguiu vender qualquer título. A empresa planeia entrar em bolsa no próximo ano.

Leia a notícia completa no The New York Times (acesso pago/conteúdo em inglês).

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A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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