Indústria e emprego preocupam investidores. Wall Street no vermelho

Os mercados dos EUA terminaram a sessão desta quarta-feira no vermelho. Com a atividade industrial em mínimos e a criação de empregos abaixo das expectativas, os investidores estão receosos.

Os dados económicos conhecidos recentemente estão a deixar os investidores receosos e a pesar sobre os mercados norte-americanos. Na terceira sessão da semana, Wall Street fechou, por isso, em terreno negativo, com a atividade industrial e a criação de emprego a pressionar.

O índice de referência, o S&P 500 desvalorizou 1,77% para 2.888,35 pontos. Também o industrial Dow Jones seguiu essa tendência, tendo recuado 1,83% para 26.086,12 pontos. E nem o tecnológico Nasdaq escapou às perdas, tenho descido 1,51% para 7.788,94 pontos.

Este desempenho dos mercados norte-americanos justifica-se pelo sentimento de receio dos investidores face aos dados económicos conhecidos recentemente. Esta quarta-feira ficou marcada pela nota de que as empresas dos Estados Unidos geraram, em agosto, menos emprego do que estava previsto. “As empresas estão mais cautelosas nas contratações”, sublinhou o departamento do trabalho norte-americano, referindo que as empresas mais pequenas estão “especialmente hesitantes”.

A este dado desanimador junta-se um outro. Na terça-feira, o instituto que mede o pulso à saúde fabril dos EUA adiantou que a atividade industrial está em mínimos de dez anos. O indicador de atividade industrial do país caiu para 47,8 pontos, um mínimo desde 2009, depois de em agosto já ter caído para abaixo da marca dos 50 pontos, nível que separa a contração da expansão. Estes resultados confirmam que a economia norte-americana já está a sofrer com a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos e deixam os investidores pouco confiantes na capacidade da economia crescer com força.

A propósito, na próxima semana, está marcada uma reunião entre Pequim e Washington para definir o destino das relações comerciais entre estas potências, o que também está a deixar os investidores expectantes. Também na próxima semana, devem ser conhecidos os resultados registados pelas várias empresas norte-americanas no terceiro trimestre do ano, o que contribui para o tal sentimento de expectativa.

Destaque ainda para as ações da automóvel Ford, que recuaram 3,26% para 8,61 dólares, depois da fabricante ter anunciado uma quebra de cerca de 5% nas vendas de viaturas, de julho a setembro.

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