Vídeo: António Costa exalta-se com cidadão em arruada. Aponta o dedo a “campanhas negras” da direita

  • ECO
  • 4 Outubro 2019

António Costa exaltou-se com um cidadão na arruada em Lisboa, acusando-o de mentir. Mais tarde, disse que o cidadão foi "plantado" e apontou o dedo à direita.

António Costa exaltou-se com um popular na tradicional arruada do último dia de campanha eleitoral para as legislativas, acusando o popular de ser um mentiroso por este lhe ter dito que não estava em funções durante os dias dos incêndios em Pedrógão. Depois de se exaltar, o secretário-geral do PS, e primeiro-ministro, falou às televisões e disse que alguém terá “plantado” o popular para o provocar e fez alusão a “campanhas negras” da direita, terminando que essa “mentira” diz “do caráter dessa gente”.

Foi uma cena de tensão no final da arruada em Lisboa, antes de entrar no comboio para uma viagem até ao Porto, onde termina a campanha com um último comício, juntamente com alguns dos cabeças-de-lista do PS às eleições.

Nas imagens transmitidas pela CMTV, um homem aborda o primeiro-ministro e numa conversa que começa calma, o cidadão questiona o primeiro-ministro dizendo que António Costa estava “de férias” quando se deram os incêndios em Pedrógão.

António Costa respondeu de imediato de forma exaltada, dizendo “não estava, não” e que no dia 18 estava em Pedrógão, avançando para o cidadão de forma exaltada e acusando-o de mentir: “o senhor é um mentiroso, um provocador”, disse António Costa ao cidadão, tendo o primeiro-ministro de ser separado do cidadão por pessoas presentes.

“Isso é mentira, é mentira o que o senhor está a dizer”, repetiu António Costa.

Pouco depois, em declarações às televisões já na Estação de Santa Apolónia, o primeiro-ministro voltou a dizer que o que o cidadão tinha dito era mentira, que estava em funções em Lisboa no dia 17 de junho de 2017 e que no dia 18 foi para Pedrogão Grande, onde se reuniu com os presidentes de Câmara das zonas afetadas pelos incêndios.

Mas o secretário-geral do PS foi mais longe. Segundo António Costa, o cidadão que o questionou “foi plantado” e, apesar de não dizer diretamente por quem, acusou a direita e fez alusão a “campanhas negras” levadas a cabo pelo PSD e CDS-PP.

“Não é um incidente, é seguramente um senhor que estava ali para provocar, repetindo uma mentira que tem sido muitas vezes repetida, sobre uma situação trágica. (…) Eu estava cá e estive no meu lugar e nas minhas funções e é vergonhoso como a direita recorre a golpes tão baixos como aquela que assistimos agora”, disse.

Questionado pelos jornalistas se este incidente marca a campanha, António Costa foi ainda mais longe: “marca seguramente negativamente quem plantou aquele senhor para fazer aquela provocação e repetir este insulto que, como sabe, tem circulado várias vezes nas ‘fake news’ das campanhas negras de que o PSD e o CDS se têm tornado especialistas. Mas isso diz do caráter desta gente. Infelizmente, há limites para tudo e mesmo uma pessoa calma e serena tem de reagir”.

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