Galp reforça aposta nas renováveis com novo contrato em Espanha

Desde 2018 que mais de metade da produção elétrica da empresa vem de fontes renováveis. Novo contrato em Espanha deverá começar a contribuir para as atividades comerciais em junho de 2020.

A Galp Energia assegurou novos contratos de aquisição de energia renovável em Espanha. Os contratos vão durar por 12 anos e deverão começar a contribuir para as atividades comerciais da energética liderada por Carlos Gomes da Silva em junho de 2020, segundo informações comunicadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“A Galp reforçou o seu portfólio comercial para disponibilizar uma oferta de energia renovável aos seus clientes, através de um acordo quadro estabelecido com a X-Elio, que abrange Contratos de Aquisição de Energia sintéticos”, anunciou a empresa.

Estes contratos têm subjacentes projetos de geração de energia solar de cerca de 200 megawatts (MW) em Espanha, atualmente em desenvolvimento. Irão cobrir um montante total de 358 gigawatts/hora (GWh) por ano durante 12 anos, “o qual será progressivamente alocado às atividades comerciais da Galp a partir de junho de 2020”, acrescenta.

A comercialização de eletricidade tem vindo a aumentar o peso das fontes de energia renováveis na totalidade da oferta. No ano passado, o peso total das fontes renováveis ultrapassou pela primeira vez metade do total, situando-se em 54,9% do mix, em comparação com 33,8% no ano anterior. Em sentido contrário, o peso do carvão (fonte com maior impacto ambiental) desceu para 19,49%, em comparação com 32,9%.

“O presente acordo enquadra-se na estratégia da Galp de assegurar um fornecimento equilibrado e competitivo de longo prazo para as suas atividades de comercialização de energia, disponibilizando aos seus clientes o acesso a soluções energéticas eficientes e ambientalmente sustentáveis”, acrescenta o comunicado.

A Galp vai apresentar o trading update ao mercado, esta terça-feira antes da abertura do mercado. Vai divulgar dados da produção no terceiro trimestre, após dois trimestres de aumentos. Antes do anúncio, as ações da energética seguem a ganhar 1,4% na bolsa de Lisboa, para 13,55 euros.

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