Queda do preço da pasta de papel vai pressionar receitas da Navigator

  • Lusa
  • 8 Outubro 2019

"Setor está a viver um momento mais desafiante do que foram os anos anteriores", diz João Castello Branco, CEO interino da Navigator.

A faturação da Navigator, até ao final do ano, deverá manter-se em níveis semelhantes aos de 2018, embora pressionada por uma “queda relevante” do preço da pasta de papel, indicou à Lusa o presidente executivo da papeleira.

“O setor está a viver um momento mais desafiante do que foram os anos anteriores. Há uma queda relevante do preço da pasta de papel que, obviamente, afeta o setor no seu conjunto”, afirmou, em entrevista à Lusa, o presidente executivo da Navigator, João Castello Branco.

No entanto, este responsável garantiu que a empresa tem um modelo de negócio “bastante resiliente”, porque vende papel e não pasta, não sendo espectável um impacto tão grande como aquele que outras empresas do setor vão verificar.

“É óbvio que, de ponto de vista do final do ano, não podemos deixar de concluir que [vamos ser] algo afetados pelo contexto do setor. A nossa expectativa do ponto de vista da faturação é que vamos estar próximos da [registada] no ano anterior, embora algo pressionados pelo contexto global da pasta e do papel”, perspetivou.

Em 2018, o lucro da Navigator subiu 8% para 225 milhões de euros e o volume de negócios aumentou 3,3% para 1.692 milhões de euros, enquanto o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 13% para 455,2 milhões de euros.

no primeiro semestre deste ano, o resultado líquido atingiu 94,9 milhões de euros, uma diminuição de 20,5% face aos lucros de 119,4 milhões no mesmo período do ano passado e o volume de negócios aumentou 4,6%, subindo de 816,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 para 854,1 milhões no mesmo período deste ano.

Desde a saída de Diogo da Silveira da empresa em abril, João Castello Branco, até aí chairman da papeleira, assumiu interinamente a presidência executiva da Navigator.

Questionado pela Lusa, Castello Branco referiu que o processo de escolha de um novo gestor “está em marcha”, escusando-se a avançar mais informações.

“O processo está em marcha, a avançar, e não teria mais a acrescentar sobre este assunto. A ideia é que a minha posição seja interina”, vincou.

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