Das etiquetas de roupa para o merchandising. Cachecóis do Benfica, Bayern, Roma, Chelsea e Marselha são fabricados no Norte

A 4 Teams fabrica e fornece oficialmente os cachecóis do SLB. Começaram por produzir etiquetas para roupa,mas a crise obrigou-os a reinventar-se. O merchandising desportivo é a sua nova vida.

A 4 Teams começou por produzir etiquetas para as peças de vestuário, mas depois de uma crise no setor têxtil, encontrou no merchandising desportivo uma oportunidade. A partir de Vizela, no distrito de Braga, veste adeptos de várias cores pelo mundo fora.

Produz milhões de cachecóis, gorros, bonés, bandeiras e outros adereços desportivos para grandes clubes europeus. Fornece estes acessórios de merchandising desportivo, que são depois distribuídos por outras empresas que têm a licença oficial (os licenciatários) de clubes de renome como o Bayern de Munique, Roma, Chelsea e Marselha.

Atualmente, a unidade fabril, que emprega 96 funcionários, conseguiu uma grande conquista. São os produtores e distribuidores oficiais dos cachecóis do Sport Lisboa e Benfica (SLB) por quatro épocas. “Temos a licença de distribuição dos cachecóis do Sport Lisboa e Benfica”, destaca, ao ECO, com orgulho o diretor comercial da empresa.

Para além dos cachecóis, Anthony Câmara refere que a 4 Teams é a empresa que produz as camisolas oficiais do Benfica para distribuição. “Também trabalhamos com outros clubes nacionais, mas sempre por intermédio de alguém”, explica Anthony Câmara,

A 4 Teams encontrou no merchandising desportivo uma oportunidade de crescimento e agora trabalha para clientes que têm licenças da FIFA e da UEFA. “Temos licença para a produção de cachecóis para a UEFA e é através deles que fazemos a produção”, refere Anthony Câmara.

O mercado externo representa cerca de 80% do negócio da empresa, sendo a Europa o principal cliente representando 78% da fatia total. “É o nosso melhor mercado e vamos continuar a apostar no mercado europeu. Ainda tem muito para crescer”, garante. Reino Unido, França, Itália, Espanha e Alemanha são os principais mercados.

Quando questionado se o Brexit será um entrave, o Anthony Câmara garante que não vê o Brexit como uma ameaça. E considera que o mercado inglês vai continuar a comprar, tendo em conta “que não têm mostrado grandes preocupações e com certeza vão encontrar estratégias para contornar a situação”, explica.

No decorrer deste ano, o volume de negócios da empresa deve superar os cinco milhões de euros, diretor comercial da 4 Teams, o que, a concretizar-se representará um crescimento de 20% em comparação ao ano anterior.

China está a perder fôlego?

“Aqueles que recorreriam a países como a China estão a apostar novamente em trazer as produções para a Europa e para Portugal, pois facilita muito mais as negociações, tendo em conta que no merchandising é tudo para ontem”, destaca o diretor comercial da 4Teams. Acrescenta ainda que “a China tem preço, mas não tem a mesma qualidade, para não falar do fator distância”.

O Mundial do Qatar poderá ser o próximo grande passo da empresa nortenha, tendo em conta que neste momento está em negociação um contrato superior a cinco milhões de euros para o fornecimento de merchandising desportivo para o Mundial do Qatar. Mas Anthony Câmara não levanta a ponto do véu. “Esse tema está no segredo dos deuses”, diz sem querer avançar quaisquer detalhes. “É um processo que está em negociação, foram apresentadas propostas e orçamentos, mas ainda não é um negócio concretizado”, explica, acrescentando que “só no final deste ano, início do próximo é que se saberá a quem vai ser atribuído o contrato”.

O gaming tem vindo a ganhar destaque e cada vez mais adeptos. A 4Teams não ficou indiferente a esta tendência e por isso aposta neste segmento. “Já fizemos material para o Mindcraft e o Fortnite e temos esse mercado efetivado através de clientes“. “Já temos repetições de encomendas neste mercado, o que significa que os clientes gostam do produto”, refere.

A 4 Teams têm apostado na produção de têxteis através de fibras recicladas. Anthony Câmara considera que para além de ser a tendência “é uma necessidade e uma preocupação muito grande por parte dos empresários”.

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