CP volta aos descontos. Há viagens entre Lisboa e Porto a cinco euros

  • ECO
  • 15 Outubro 2019

A empresa de comboios tem mais de 10.000 bilhetes nas viagens de longo curso com descontos de 80%. Viajar entre Lisboa e Porto poderá custar cinco euros.

Voltaram os descontos nas viagens de comboio. A CP – Comboios de Portugal tem 10.300 bilhetes de Alfa e Intercidades com descontos de 80%, válidos para 86 destinos, anunciou a empresa esta terça-feira. As promoções são válidas para viagens realizadas entre 24 de outubro e 19 de dezembro e têm de ser compradas com, no mínimo, dez dias de antecedência.

Esta é a altura ideal para começar a planear a próxima viagem que vai fazer pelo país. Só tem de viajar entre os dias já mencionados e comprar os bilhetes com antecedência, depois é só escolher o destino, um leque de quase uma centena de possibilidades. Por semana, a CP vai colocar à venda mais de 1.200 lugares no âmbito desta campanha, das quais 465 são viagens entre Lisboa e Porto.

Entre as várias promoções estão bilhetes com saída de Lisboa e com destino a Évora a 2,5 euros. Se a saída for Beja há preços a partir dos três euros, um valor que aumenta para os quatro euros no caso de Coimbra ou Covilhã.

Viajar entre a capital e Aveiro, Faro ou Guarda pode custar 4,5 euros, enquanto unir as duas principais cidades do país (Lisboa – Porto) ficará por cinco euros. Ligar Lisboa a Braga ou Guimarães custará, no mínimo, 5,5 euros.

Desde 2013, a CP tem lançado várias campanhas semelhantes, que têm contribuído para o aumento da procura pelos comboios Alfa e Intercidades na ordem dos 37% nos últimos seis anos.

Esta segunda-feira, a empresa pública anunciou uma injeção de capital de 518 milhões de euros por parte do Estado para “a cobertura de resultados transitados negativos”. Este valor — que é o mais elevado injetado pelo Estado desde 2015 — permitirá à CP amortizar um empréstimo obrigacionista contraído em 2009 e que atinge maturidade nos próximos dias.

(Notícia atualizada às 12h27 com mais informação)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

CP volta aos descontos. Há viagens entre Lisboa e Porto a cinco euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião