Governo está mais otimista. Espera desemprego de 6,3% este ano

O Governo está mais otimista para a taxa de desemprego e antecipou as metas que tinha para 2020 e 2021 em um ano. Mário Centeno espera agora que o desemprego baixe dos 6% já em 2020.

O Governo volta a estar mais otimista quanto ao desempenho do mercado de trabalho e reviu em baixa as previsões para a taxa de desemprego que tinha apresentado em abril. Nas previsões macroeconómicas atualizadas, que enviou esta terça-feira para Bruxelas, Mário Centeno espera que a taxa de desemprego diminua para 6,3% este ano, menos três décimas que o esperado em abril.

Já é habitual, na parte final do ano, ver Mário Centeno a rever as previsões para a taxa de desemprego para melhor, tal como o é para as previsões da receita fiscal. Agora, no projeto de plano orçamental que enviou à Comissão Europeia, e que atualiza apenas as previsões económicas sem ter em conta qualquer medida nova que venha a integrar o Orçamento do Estado para 2020 (que ainda não estivesse prevista no Programa de Estabilidade), volta a melhorar as previsões.

Em abril, Mário Centeno contava que a taxa de desemprego diminuísse de 7% para 6,6% este ano. Esta previsão foi revista para 6,3%, que era a meta estipulada para 2020.

Por sua vez, a meta de baixar a taxa de desemprego para menos 6% que tinha sido traçada para 2021 também foi antecipada em um ano, com o Governo a esperar agora que o desemprego diminua para 5,9% em 2020.

Estas novas previsões incorporam já os novos números do PIB, na sequência da revisão regular na base de contas nacionais operada a cada cinco anos e que o Instituto Nacional de Estatística realizou em setembro. Esta revisão levou a um aumento significativo do valor do PIB nos anos de 2017 e 2018, com impactos em 2019.

Os dados levaram o Governo a atualizar as suas previsões para o défice orçamental, que espera que seja de apenas 0,1% este ano, e permitiram manter a previsão para o crescimento da economia para este ano nos 1,9%, num cenário de abrandamento generalizado das principais economias mundiais, entre elas os principais parceiros comerciais da economia portuguesa.

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