Desaceleração do crescimento económico chinês assusta Wall Street

A China cresceu ao ritmo mais baixo desde 1992, levando os investidores a ignorarem os resultados empresariais mais fortes que o esperado. As principais praças dos EUA abriram na linha de água.

O fraco crescimento na China está a criar desconforto em Wall Street. Após terem sido conhecidos os dados do produto interno bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo e ainda no rescaldo do acordo comercial entre China e EUA, as principais praças norte-americanas abriram com perdas ligeiras.

O PIB chinês cresceu 6% entre julho e setembro, o que representa o crescimento mais fraco desde 1992. A expansão compara com os 6,2% registados no trimestre anterior e com a estimativa de 6,1% dos analistas consultados pela Refinitiv. A desaceleração do crescimento económico reflete a guerra comercial que dura há 15 meses entre Beijing e Washington.

Os dois países anunciaram na passada sexta-feira um acordo de princípio. O Presidente norte-americano, Donald Trump, espera que o acordo seja concluído em meados de novembro.

Ainda assim, o Fundo Monetário Internacional prevê que a guerra comercial entre as duas maiores potências económicas do mundo leve a uma redução do PIB mundial de 0,8%, ou seja, 700 mil milhões de dólares, até 2020 se a totalidade das tarifas anunciadas entrar em vigor até ao fim do ano.

As perspetivas de penalizações para a economia global estão a castigar Wall Street, levando os investidores a ignorarem a época de resultados que está a correr melhor que o esperado para as empresas norte-americanas. O índice industrial Dow Jones abriu a perder 0,04% para 27.014,42 pontos, enquanto o financeiro S&P cede 0,05% para 2.996,54 pontos e o tecnológico Nasdaq desliza 0,05% para 8.152,54 pontos.

A contrariar a tendência estão a Coca-Cola e a Intuitive Surgical, sendo que ambas estão a reagir em forte alta aos resultados trimestrais apresentados. A empresa de refrigerantes valoriza 1,93% para 54,85 dólares, enquanto a cotada de aparelhos médicos avança 6,05% para 561,42 dólares.

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