EDP Renováveis entra no mercado colombiano

A empresa ganhou dois contratos de aquisição de energia de 15 anos num leilão organizado pelo Governo da Colômbia. A empresa vai vender energia eólica produzida em dois parques desenvolvidos pela EDP.

A EDP Renováveis vai entrar no mercado colombiano de energia eólica depois de assegurar dois contratos de aquisição de energia de 15 anos no leilão renovável organizado pelo Governo da Colômbia, anunciou a empresa num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Estes dois contratos de longo prazo são relativos a energia renovável produzida por dois parques eólicos que estão em desenvolvimento pela EDP — Alpha com capacidade registada de 212 MW e Beta de 280 MW — e que devem começar a operar em 2022.

“Os dois projetos, ambos em fase de desenvolvimento pela EDP, foram selecionados no leilão de capacidade em março de 2019. Com estes projetos, a EDP expande a sua presença geográfica ao entrar num novo mercado com desenvolvimento sustentável dos recursos energéticos renováveis”, diz a empresa.

“A EDPR está numa fase avançada no desenvolvimento destes parques eólicos e já garantiu apoios à comunidade indígena local, que será beneficiada com o impacto socioeconómico das operações na região”, explica ainda a empresa numa nota divulgada no seu site. “A entrada da EDPR na Colômbia é uma peça fundamental da estratégia e plano de negócios de empresa”, acrescenta.

A Colômbia será “a base para a consolidação da atividade da EDPR no continente latino-americano”, garante a empresa liderada por António Mexia. A Colômbia é o 14.º mercado no qual a EDPR vai operar e o terceiro na América Latina, depois do Brasil e do México, revela a EDP, acrescentando que a EDPR tinha, a 31 de junho, uma capacidade instalada de 6029 MW no continente americano, incluindo as operações no Canadá e nos Estados Unidos.

A EDP diz que continua a analisar oportunidades de crescimento e que está a desenvolver os projetos rentáveis “focados em países com perfil de baixo risco e estabilidade regulatória”.

(Notícia atualizada às 18h25 com mais informações)

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