Crescimento económico da Zona Euro quase estagna em outubro

  • Lusa
  • 24 Outubro 2019

Estimativa flash do indicador PMI (Purchasing Managers Index) da atividade total da Zona Euro subiu para 50,2 pontos. Markit fala em crescimento próximo da estagnação.

O crescimento económico dos países do euro mantém-se próximo da estagnação em outubro porque a procura de bens e serviços está a cair pelo segundo mês consecutivo, anunciou esta quinta-feira a Markit.

A Markit anunciou que a estimativa flash do indicador PMI (Purchasing Managers Index) da atividade total da Zona Euro subiu para 50,2 pontos, mais uma décima que em setembro e ligeiramente acima dos 50 pontos que marcam o limite entre contração e expansão económica.

A produção da indústria transformadora continua a cair em outubro, enquanto o setor dos serviços cresce, mas a um ritmo dos mais fracos desde 2014.

As expectativas em relação à atividade futura caíram para um mínimo desde 2013 e a criação de emprego é a menor desde 2014.

A inflação dos preços cobrados mantém-se num mínimo de quase três anos, com uma leve pressão para a subida pelo lado dos custos.

A análise por países revela que as melhorias em França contribuem para que a Zona Euro não se contraia, enquanto na Alemanha a contração se está a atenuar e nos restantes países o crescimento económico continua a desacelerar.

O economista-chefe da Markit, Chris Williamson, sublinha num comunicado que a Zona Euro começa o quarto trimestre “quase submersa na paralisação”, fazendo com que se estime um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,1% para o referido período.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Crescimento económico da Zona Euro quase estagna em outubro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião