“Temos de adequar a formação às necessidades das empresas”, diz presidente da AEP

O presidente da Associação Empresarial de Portugal destaca que existe cada vez mais necessidade de adequar a formação às necessidades das empresas perante um mundo laboral em constante transformação.

Digitalização, indústria 4.0, robotização, automação. O mundo laboral está a mudar e existe cada vez mais necessidade de adequar a formação às necessidades das empresas e investir em recursos humanos qualificados.

“É necessário adequar a formação às necessidades das empresas”, destaca o presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Miguel Ribeiro, acrescentando que parte da solução passa pela “captação de recursos humanos aliada ao investimento”.

O responsável defende que “a questão da produtividade é um problema nacional e regional que tem de ser resolvido“. Bernardinho Meireles, presidente do conselho de administração da António Meireles corrobora a ideia e constata que a “produtividade das empresas portuguesas tem vindo a diminuir”.

Para além da produtividade destaca que existe dificuldade em contratar recursos humanos que estejam dispostos a trabalhar na indústria. “Hoje em dia é difícil encontrar juventude que queira trabalhar na indústria transformadora. Os serviços são muito mais atrativos e existe dificuldade em encontrar mão-de-obra qualificada”, refere Bernardinho Meireles. Para o empresário, outro dos problemas prende-se com o facto de a “mão-de-obra ser muito volátil”. “O mercado está com um dinamismo tão grande que ainda estamos a formar um colaborador e ele já está à procura de outro emprego ou a despedir-se para ir para outro lugar”.

O envelhecimento da população aliado à pouca escolaridade e à falta de recursos humanos, será uma preocupação e um desafio para Portugal. “Termos cada vez mais dificuldade em ter pessoas disponíveis e com competências para os desafios que as empresas têm”, destaca Luís Miguel Ribeiro, no Fórum Desafios e Oportunidades, que decorreu em Penafiel.

Temos a cada vez mais dificuldade em ter pessoas disponíveis e com competências para os desafios que as empresas têm.

Luís Miguel Ribeiro.

Presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP)

De acordo com o presidente da Associação Empresarial de Portugal, “no Norte do país, 58% da população ativa só tem o ensino básico, 27% o ensino secundário e 13% da população o ensino superior“. A nível nacional quase metade da população (42%) só tem o ensino básico, contrariamente à Europa onde essa percentagem é de apenas 16%.

Grande parte da indústria está localizada a Norte. O presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino Sousa, não deixa de destacar que “a população mais jovem, a nível de Portugal Continental, está entre o Tâmega e o Vale de Sousa”, apesar da baixa escolaridade, mas reconheceque existem desafios pela frente. “Temos uma fragilidade em termos de qualificação e há que continuar o caminho de melhoria das qualificações das nossas populações”.

 

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