Fed corta juros pela terceira vez este ano

A Reserva Federal cortou os juros pela terceira vez este ano. A taxa de referência vai descer 25 pontos base.

A Reserva Federal (Fed) decidiu cortar os juros pela terceira vez este ano, em linha com o que era esperado. A taxa de referência vai descer 25 pontos base para o intervalo entre 1,5% e 1,75%, anunciou o banco central liderado por Jerome Powell. Oito dos responsáveis de política monetária votaram a favor do corte e dois votaram contra.

Há sinais que sugerem uma pausa nesta política de estímulo económico. No comunicado que marca o fim de um encontro de dois dias do Comité de Mercado Aberto, a Fed retirou a expressão usada anteriormente de que iria “agir de forma apropriada” para sustentar a economia, moderando as expectativas de investidores que pudessem estar à espera de um quarto corte este ano.

Para a Fed, o crescimento da economia norte-americana está a acelerar de forma moderada e o mercado laboral continua forte. Além disso, a inflação continua abaixo da meta dos 2% e o consumo doméstico tem vindo a crescer a um ritmo forte, aponta o banco central dos EUA.

Mas Jerome Powell vai continuar atento aos efeitos da guerra comercial sino-americana na conjuntura económica do país. A Fed assume que vai “monitorizar as implicações” nas perspetivas económicas da informação que lhe for chegando, para definir o “caminho apropriado” daqui para a frente, no plano da política monetária.

Apesar do corte nos juros em linha com as expectativas, a decisão e os sinais dados pela Fed não serviram para animar os investidores. As bolsas dos EUA continuam a negociar em baixa ligeira, com o S&P 500 a deslizar 0,15%. Além disso, apesar da sinalização de uma pausa nos cortes, o mercado dos futuros atribui uma probabilidade de 21% a um novo corte na taxa diretora em dezembro.

(Notícia atualizada às 18h20 com mais informações)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fed corta juros pela terceira vez este ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião