Energias renováveis ajudam lucros da EDP a subir 55% para 460 milhões de euros até setembro

A elétrica registou um aumento de 55% nos resultados líquidos dos primeiros nove meses do ano, para 460 milhões de euros. Grupo beneficiou do "forte crescimento no segmento de energias renováveis".

A EDP fechou os primeiros nove meses do ano com lucros de 460 milhões, um crescimento de 55% face ao mesmo período do ano passado. A elétrica suporta o crescimento dos resultados operacionais do grupo com o desempenho do segmento de energias renováveis, bem como do Brasil.

Em comunicado divulgado no site da CMVM, a elétrica liderada por António Mexia dá conta de que o seu EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu 10% nos primeiros nove meses do ano, para 2,66 mil milhões de euros. “A subida de 10% do EBITDA beneficiou do forte crescimento no segmento de energias renováveis“, afirma a EDP.

“A capacidade média instalada eólica aumentou 3% para 11,0 GW, e a estratégia de rotação de ativos, materializada neste período com a venda de um conjunto de parques eólicos na Europa (representando 0,5 GW líquidos), gerou um ganho de 200 milhões de euros“, diz a elétrica.

Os números agora divulgados consolidam as contas apresentadas pela EDP Renováveis nesta quarta-feira antes da abertura dos mercados. A empresa liderada por Manso Neto viu os seus lucros quase triplicarem até setembro, para 342 milhões de euros.

Em termos operacionais, a EDP diz que “instalou nos últimos 12 meses +0,9 GW de energia eólica nos EUA, Europa e Brasil“. Para além disso, refere que “desde o início de 2019 foram já celebrados contratos a longo prazo para venda da energia que será produzida por 2,4 GW de novos projetos de energia eólica e solar com entrada em operação prevista no período do atual plano estratégico 2019-2022, cobrindo perto de 70% do objetivo de crescimento para este período”.

Menos positivos foram os resultados registados na produção das barragens, o que acabou por pesar nos resultados operacionais da empresa. “A produção hídrica na Península Ibérica baixou 47% face a 2018, impactada, nos primeiros nove meses de 2019, por recursos hídricos 39% abaixo da média histórica em Portugal, o que teve um impacto negativo no EBITDA em cerca de 250 milhões de euros.

Já a dívida líquida do grupo EDP situava-se em 13,8 mil milhões de euros no final de setembro, um valor 2% acima de dezembro de 2018, mas 5% abaixo do registado em setembro do ano passado.

(Notícia atualizada às 17h48)

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