Natixis quer explicar aos alunos do 9.º ano que a tecnologia “não é monopólio de género”

Iniciativa para estimular e promover a inclusão de jovens no mundo tecnológico juntou 36 estudantes do 9.º ano. Os jovens passaram o dia nas instalações da empresa para viverem a experiência.

Para estimular e promover a presença e o trabalho dos jovens no mundo da tecnologia, a Natixis organizou o programa “Champion for Change”, com especial enfoque no género feminino. Um dos objetivos do projeto é promover a interação com escolas, universidades e grupos tecnológicos.

Trinta e seis alunos da Escola EB 2/3 de Rio Tinto passaram o dia nas instalações da Natixis, na terça-feira, para vivenciarem o dia-a-dia de uma empresa tecnológica que conta com mais de 700 colaboradores só na cidade do Porto. A comunidade escolar é o principal público-alvo deste programa, nomeadamente estudantes entre o sétimo e o nono ano.

“É uma fase fulcral para experimentação antes de o aluno tomar uma decisão sobre a área de estudos que quer prosseguir a partir do 10.º ano de escolaridade. O objetivo do programa é proporcionar aos estudantes uma experiência enriquecedora na área tecnológica e ajudá-los perceber se as TIC serão ou não uma opção para uma carreira futura“, explica Nathalie Risacher, senior country manager da Natixis.

"O objetivo do programa é proporcionar aos estudantes uma experiência enriquecedora na área tecnológica e ajudá-los perceber se as TIC serão ou não uma opção para uma carreira futura.”

Nathalie Risacher

Senior country manager da Natixis

O programa já vai na segunda edição e pretende reforçar a mensagem de que as áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática não são um monopólio de qualquer género e devem ser exercidas por mulheres e homens, com as mesmas oportunidades. Esta premissa surge devido a um estudo da da Microsoft que concluiu que apenas 33% dos colaboradores da indústria digital são mulheres.

Ana Vieira parece ser uma exceção à regra: apaixonada pelo mundo da tecnologia, principalmente por videojogos, teve a primeira PlayStation com apenas dois anos. Refere ao ECO que gostava de trabalhar numa loja de jogos ou até chegar mais longe, ser programadora de jogos. O sonho vem acompanhado de uma educação diferente. Ao contrário de “muitas famílias” que “ensinam às meninas outros tipo de coisas que não esta área mais tecnológica”, tanto o pai como o primo de Ana foram-se transmitindo o gosto pelos jogos e pelo mundo da informática.

Já Ana Ferreira tem ambições diferentes. A estudante gostava de seguir comunicação ou jornalismo, ainda que não descarte áreas ligadas às artes ou ao turismo. Relativamente à experiência do “Champion for Change”, confessa que é “uma experiência que pode mudar a nossa opinião e ditar aquilo que queremos escolher depois do nono ano”.

Também Pedro Dias gostou “bastante da experiência vivida na Natixis”. No entanto, o dia intensivo na fintech francesa não foi suficiente para mudar de ideias. No futuro, o estudante afasta, pelo menos para já, a área de ciências e tecnologias: prefere antes enveredar pelo mundo da música e entrar no conservatório.

Natixis continua a recrutar

Desde 2017 no Porto, a Natixis, divisão internacional do segundo maior grupo bancário em França, já empregou 700 pessoas apenas no Centro de Excelência em IT na Invicta. E promete não ficar por aqui. A tecnológica quer aumentar o número de trabalhadores para um total de 750, até ao final deste ano. Entre as ofertas de trabalho, a fintech está a procura de diversos perfis de IT, nomeadamente áreas de desenvolvimento, business analysis, business intelligence, quality assurance/software testing e também nas áreas de infraestruturas e segurança.

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