Enfermeiros vão às urnas para escolherem representantes da Ordem

  • Lusa
  • 6 Novembro 2019

Há quatro listas que apresentam candidaturas, duas com candidaturas a bastonários. A atual bastonária, Ana Rita Cavaco, recandidata-se, enfrentando Belmiro Pereira Rocha.

Mais de 70.500 enfermeiros são chamados a votar para escolher os representantes da sua ordem profissional, havendo quatro listas candidatas, mas apenas duas com elementos candidatos a bastonários.

Segundo os cadernos eleitorais publicados no site da Ordem dos Enfermeiros, há quatro listas que apresentam candidaturas, duas com candidaturas a bastonários e às várias secções regionais, enquanto outras duas são apenas dirigidas a órgãos regionais, uma da Região Autónoma dos Açores e outra da Madeira.

A atual bastonária, Ana Rita Cavaco, recandidata-se ao cargo, encabeçando a lista A, com o lema “Orgulhosamente com os Enfermeiros”.

A lista de Ana Rita Cavaco propõe no seu programa a implementação do internato de especialidade em enfermagem (à semelhança do que acontece com os médicos) e a definição de competências acrescidas em novas áreas de enfermagem, como a forense, oncologia ou do desporto. Na lista de propostas surge ainda a criação do museu de enfermagem e de um gabinete de apoio aos enfermeiros.

Pela lista B, com o lema “Enfermagem – A Causa Maior”, surge como candidato a bastonário o enfermeiro Belmiro Pereira Rocha.

Entre as propostas da lista B estão um plano estratégico que determine as necessidades de enfermeiros das diversas categorias ou a promoção do “reconhecimento social dos enfermeiros”.

A lista de Belmiro Pereira Rocha propõe-se ainda a criar um fundo de apoio solidário aos membros da Ordem em situação de “comprovada vulnerabilidade”.

Disputam ainda as eleições as listas C e E, com candidatos, respetivamente, aos órgãos regionais da Madeira e dos Açores.

Além das quatro listas, uma outra viu-se excluída na candidatura que apresentou aos órgãos nacionais e regionais, anunciando que pretendia impugnar o ato eleitoral.

A lista excluída – “Dignificar a Ordem, Valorizar os Enfermeiros – rejeita os argumentos apresentados pela comissão eleitoral, considerando que se trata de “uma decisão ilegal e atentatória dos direitos dos membros da Lista e altamente lesiva dos interesses dos enfermeiros portugueses”.

A lista em causa considera lamentável a rejeição de todas as candidaturas que apresentou (aos órgãos nacionais e regionais – centro, norte e sul) e diz que revela “de forma gritante a necessidade de mudança dos órgãos sociais da Ordem dos Enfermeiros”.

Um dos argumentos da comissão eleitoral tem a ver com desconformidades em relação à lei da paridade entre homens e mulheres.

Entretanto, também a lista B, liderada por Belmiro Rocha, anunciou que apresentou uma ação no Tribunal Administrativo de Lisboa para impugnar as decisões da Comissão Eleitoral, considerando que “violam a lei”.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Enfermeiros vão às urnas para escolherem representantes da Ordem

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião