Bolsa reduz horário? Euronext está disponível para conversar

Representantes da banca de investimento enviaram uma carta às bolsas europeias a pedir um corte no horário de negociação. A Euronext manifestou-se “disponível para iniciar um diálogo".

Os bancos de investimento consideram que as bolsas europeias abrem cedo de mais e por isso pediram a várias bolsas para adiar a hora de abertura. A Euronext já reagiu. Em declarações ao ECO assumiu a redução do horário de negociações das bolsas europeias é um “assunto delicado”, mas manifestou-se “disponível para iniciar um diálogo com todos os participantes no mercado”.

“A Euronext está disponível para iniciar um diálogo com todos os participantes no mercado, incluindo empresas cotadas, membros do mercado, bem como com a comunidade de gestão de ativos”, afirmou fonte oficial da Euronext, reagindo assim à notícia avançada pelo Cinco Días, de que a Associação de Mercados Financeiros a Europa (AFME) e a Associação de Investidores (IA) enviaram uma carta às bolsas europeias a solicitar uma redução do horário de funcionamento em 90 minutos.

A proposta que está em cima da mesa prevê assim o adiamento de uma hora no arranque da sessão e a antecipação em meia hora do encerramento. No caso da bolsa nacional, isto significaria que deixaria de funcionar entre as 8h00 e as 16h35, para passar a negociar entre as 09h00 e as 16h00.

Relativamente à missiva enviada pelos representantes da banca de investimento, a Euronext afirmou ainda que, não obstante a disponibilidade para dialogar, se trata de “um assunto delicado que envolve a qualidade do mercado, a qualidade de vida, bem como a competitividade da Europa no que respeita à cobertura relativa às diferenças horárias (time zone)”.

Está ainda em causa “a cadeia de valor da negociação e vários outros aspetos, os quais, sem exceção, merecem a nossa séria consideração e interação nos dois sentidos, com o ecossistema financeiro”, acrescentou ainda fonte oficial da Euronext.

A redução de 90 minutos do horário de funcionamento das bolsas europeias, segundo as associações representantes da banca de investimento, permitiria “mercados mais eficientes, o que beneficiaria os aforradores e investidores”.

“Atualmente, a primeira hora de negociação, de uma forma geral, atrai pouca liquidez e, por outro lado, é um período mais caro para operar, enquanto a última hora atrai em torno de 35% do volume total diário”, sustentam.

Essa modificação no horário concentraria a liquidez, o que levaria a custos de negociação mais consistentes e daria às operadoras e ao próprio mercado mais tempo para assimilar e digerir comunicados das empresas, de acordo com o defendido pela AFME e IA.

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