Luís Filipe Vieira é suspeito de ter beneficiado de fraude no BES

  • ECO
  • 7 Novembro 2019

Segundo o Ministério Público, o BES ajudou a Inland, imobiliária do presidente do Benfica, através da Eurofin, uma sociedade suíça que durante anos serviu para mascarar as contas do banco.

O presidente do Sport Lisboa e Benfica é suspeito de ter beneficiado de fraude no BES. Além de operações financeiras, que terão permitido à administração de Ricardo Salgado mascarar as contas do BES, o Ministério Público diz que a Eurofin funcionou ainda como veículo de investimento para restruturações de dívida de “clientes privilegiados” da administração de Salgado, como a Inland, a Imobiliária de Luís Filipe Vieira, avança aRevista Sábado(acesso livre). Vieira diz que nunca foi ouvido como testemunha ou arguido no caso BES.

Em finais de 2017, Luís Filipe Vieira e o Novo Banco fecharam um acordo para a restruturação de parte da dívida da Inland, que rondaria os 400 milhões de euros. Na altura, o Expresso (acesso pago) tinha escrito que uma parte dessa dívida foi incluída num fundo de restruturação, gerido pelo Capital Criativo, empresa detida pelo vice-presidente do Benfica, Nuno Gaioso Ribeiro, e da qual o filho de Luís Filipe Vieira, Tiago Vieira, é acionista.

Apesar de o presidente do SLB não pertencer formalmente à estrutura societária da Capital Criativo, nem aos respetivos corpos gerentes, e-mails apreendidos pelo Ministério Público nas instalações do BES dão conta de que Luis Filipe Vieira teria um papel ativo nos negócios da Capital Criativo.

No despacho do procurador José Ranito, além da Inland também a Obriverca, construtora de Eduardo Vítor Rodrigues, sócio de Vieira, e a Greenwood beneficiaram do esquema que o GES detinha na suíça.

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